Quem somos?
Por uma nova Pangea
São mais de 200 milhões de culturas falantes da língua portuguesa que diariamente são abastecidas por causos, histórias, imagens, informações, constrangimentos, alegrias, surpresas. Tudo isso forma um bolo cultural cuja receita nos pode parecer uma difícil e rebuscada realidade. Dificuldade essa que logo é encarada de frente e colocada de lado, pois emergir neste mundo lusófono nos garante uma viagem incrível por povos maravilhosos que têm a vocação de celebrar a diversidade.
A Revista O Patifúndio! foi criada para trazer à tona os personagens e as histórias que constroem a realidade deste mundo lusófono. Foi criada também para ser uma tribuna alternativa, cujo primeiro atributo para adentrar não é ser jornalista, e sim, saber contar e valorizar uma boa história da vida real.
É por isso que em nosso time de colaboradores não existem somente jornalistas conjugando na terceira pessoa. Há também gente comum capaz de conduzir com maestria linhas e mais linhas no fio da navalha que é a primeira pessoa do singular.
Já parou pra pensar que cá estamos em Angola, Portugal, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Goa, Malaca, Bermudas, Damão, Diu, Malaca, no Moçambique, Brasil, e também no Japão, cuja comunidade de brasileiros supera os 300 mil, mas que há 200 milhões de anos estávamos nós em apenas um país? Éramos todos uma pangea (pangéia), e mesmo que não houvesse vida humana neste período o ensinamento deixado é que as distâncias e as fronteiras já foram menores ou até mesmo não existiram.
A internet nos trouxe, mesmo que na esfera virtual, a possibilidade de estreitar distâncias, estabelecer relacionamentos (mesmo que sem a palavra completa de Philippe Breton, formada pelos “olhos nos olhos”) e de formar uma nova pangea.
Foi a partir deste princípio que eu passei a visitar comunidades de relacionamento (Orkut, My Space) e também blogs na busca por colaboradores em países lusófonos. Um exercício insistente de quase um ano foi necessário para que a idéia começasse a dar liga. Com o blog Descobri a Pólvora!, fundado em 17 de abril de 2008, estava ali criado o “exemplar para degustação” da Revista O Patifúndio!
Um observatório do cotidiano, da cultura e das relações humanas formadas e contadas pela língua portuguesa. Esta aí, que de tão diversa, já não pode ser tratada no singular. Hoje e sempre, serão as nossas línguas em português que contarão novas histórias a vocês.
Michell Niero
Idealizador




































