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Romão Gomes: PM atrás das grades

por
luizalbertoj@yahoo.com.br
26 de October de 2008

Romão Gomes: PM atrás das grades

rom o 004 Romão Gomes: PM atrás das grades

''Punição com respeito, independente da pena”: Presídio é referência no tratamento ao interno em São Paulo

A tranqüila Avenida Tenente Júlio Prado Neves nasce na Nova Cantareira, zona norte de São Paulo. A patente da via já entrega o que está por vir. Entre o canil da polícia e a associação dos oficiais da corporação fica o Presídio Militar Romão Gomes. À primeira vista, não fosse o respeito à hierarquia, expresso nas continências e na posição de sentido dos presos, que só se desfaz após o comando do capitão Walter Luco Júnior, poderia confundir o lugar com uma colônia de férias.

Logo após a portaria, dentro da qual os soldados sintonizam a Kiss FM, há uma praça que recebeu o nome de dignidade humana. Nenhuma porta se abre sem que a anterior esteja fechada. No armário de número 13 deixo meu celular, levo a chave e caminho rumo ao pátio onde os internos, perfilados e uniformizados, aguardam autorização para seguirem os respectivos caminhos. Alguns cumprem regime fechado e voltam para a cela ou seguem para o trabalho no próprio complexo. Outros já ingressaram no semi-aberto e partem para um emprego fora dali.

Não sou o único visitante. Um ônibus repleto de alunos do curso de formação de soldados também estaciona logo após parar meu carro. A visita ao Romão faz parte da grade curricular. Trata-se de uma forma de mostrar o que acontece com quem recebe treinamento para servir à segurança pública e comete desvios em suas funções. Porém, “punição com respeito, independente da pena”, conforme observa o Major Antonio Spinieli, comandante interino do presídio e responsável por liberar minha entrada na casa.
Sob o toque da batida militar as atividades começam, por volta das nove, inclusive para os membros da banda de 12 internos.

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Ala VIP
Ala VIP

soldados 206x300 Romão Gomes: PM atrás das grades

Tenente Romão Gomes, figura importante da Revolução de 32, empresta nome para o presídio

Antes que eu comece a enfileirar perguntas, Spinieli me leva para tomar café da manhã com o comando. A mesa inclui frutas e pães franceses feitos por presos como José (*), 44. Ele cumpre pena de quatro anos por homicídio. Está no Romão Gomes desde 2005, e depois de um curso com Rogério Shimura, chefe de cozinha que costuma freqüentar programas de televisão, aprendeu a arte da confeitaria. Por dia, fabrica 800 pães, também distribuídos aos funcionários do canil, do COE (Comando de Operações Especiais) e aos bombeiros.

Após a parada, passo pelo corredor da “Ala VIP”. À direita ficam as salas do major e do diretor do presídio. À esquerda a do capitão, toda a parte administrativa e o refeitório da cúpula. Nas paredes, frases para elevar a auto-estima, fotografias e o quadro de policiais do mês. Nessa manhã de quinta-feira, restou a Luco, homem esguio, de calvície acentuada, me apresentar as dependências.

De fala calma e articulada, o capitão saca um dos inúmeros cigarros que fuma durante a entrevista. Na estante ao lado da mesa onde mantém um computador com tela de cristal líquido ficam brinquedos como um navio pirata, um mago, uma guilhotina com um dos bonecos decapitados e uma vara de pescar que usa nos finais de semana com os filhos. “No começo é muito difícil trabalhar aqui porque sempre encontramos companheiros com quem estivemos”, fala.

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Sete reais o quilo
Sete reais o quilo

suinocultura 300x194 Romão Gomes: PM atrás das grades

A suinocultura é parte da renda do lugar. O quilo da lingüiça custa R$ 7, mesmo preço do quilo do lombo e do pernil (foto meramente ilustrativa)

A laborterapia ou terapia ocupacional, sob o comando do capitão Edson Gonçalves, é o segundo passo do programa de gerenciamento do preso. Caso apresente bom comportamento e já tenha cumprido ao menos quatro meses do período de reclusão, o detento passa para o segundo estágio. Entenda bom comportamento como apego à alguma religião, à família e o civismo. “Se recebe visita tem algo a perder e a religiosidade pode mudar o coração dele”, acredita Gonçalves. A cada dia o culto de uma crença diferente acontece. De protestantes a reikianos, todos possuem um espaço para reuniões. Para os católicos e evangélicos, uma igreja espaçosa, decorada com papéis tingidos por anilina amarela, pendurados na parede. Aos adeptos da umbanda, que realizam o ritual às terças-feiras, um terreno nos fundos, onde o atabaque, o fumo e os cantos são liberados. Porém, se a entidade quiser cachaça vai ter que procurar em outro terreiro.

Na segunda fase do processo o interno deixa a cela e segue para alojamentos. O número de visitas aumenta para quatro, a ala íntima para uma hora e além dos familiares, já pode receber amigos. A principal mudança, porém, é a possibilidade de trabalhar internamente. Cada três dias de labuta abatem um na pena. As opções vão desde a fabricação de casinhas de cachorro, em madeira ou plástico, até produção de serviços voltados à comunidade, como lava-rápido e tapeçaria. Existem ainda aqueles selecionados para lidar com a terra e com animais. Neste último grupo está João (*), 55, 25 anos de PM. Ele cuida do “berçário”. Planta em espécies de bandejas os produtos de uma horta, que fica na parte de trás do Romão. Enquanto enxuga o suor da testa, conta que se aposentou há sete anos, em Araçatuba, cidade a 524 km de São Paulo. A conversa termina quando lhe pergunto o crime que cometeu. “Ih, melhor nem falar”. Ele cumpre pena por estupro.

Neste lugar, homicidas, estupradores, latrocidas convivem sem distinção. A definição das celas ocorre de acordo com o perfil psicológico e não com o crime. Sempre identificados com um crachá, nenhum dos presos pode ser chamado por apelido ou pelo número. Normas da única detenção no mundo que ostenta o ISO 9001, um certificado de gestão da qualidade obtido em 2003. Basicamente, isso significa que da recepção à confecção do alvará de soltura, todo o processo dentro do sistema é descrito e planejado.

Tal qual João, Jerônimo (*), 50, casado, pai de quatro filhas, condenado a nove anos por homicídio passa oito horas num lugar que lembra o ambiente de uma fazenda. Do próprio humor do PM ao rancho onde cozinha feijão num velho fogão, tudo tem um ar caipira. A missão de Jerônimo é cuidar dos porcos e das aves. De quebra, toma conta também de Macalé, um labrador preto “nascido e criado em regime-fechado”, como diz. O cão se assusta com nossa presença, late quando entramos nos chiqueiros e o preso logo comenta, “ele pensa que vocês são da corregedoria”. O pai de Macalé, Pedro Luís, também mora no presídio, mas vive no “semi-aberto”. Você sabia que a gestação de uma porca dura quatro meses? Você sabia que Cachaça, feliz pai de 13 leitões, também pode cuidar da segurança, tão bem ou até melhor que um cão treinado? Pois é, aprendi naquele dia. A suinocultura é parte da renda do lugar. O quilo da lingüiça custa R$ 7, mesmo preço do quilo do lombo e do pernil.

No terceiro estágio do regime fechado o tempo de ala íntima passa para duas horas e o número de visitantes permanece o mesmo. Com exceção das crianças até 14 anos, todos passam por revistas íntimas. Os cabelos precisam ficar soltos e as mulheres devem se abaixar, de pernas abertas, nuas, por duas vezes para mostrar que não carregam nada dentro da vagina. As fraldas dos bebês são trocadas, diante de alguém do complexo penitenciário que acompanha o procedimento. Enlatados, vidros e caixas não entram. Cigarro pode, mas nunca em pacote, para não ser usado como moeda de troca.
Sem mofo

O primeiro passo e, imagino, o mais difícil para o policial militar condenado deve ser entrar na cela e deixar de ser seta para se transformar em alvo. Não há superlotação e nem sujeira nos espaços onde, inicialmente, os internos passam 22 horas. Não há cheiro de mofo, conforme observa o capitão. Mas há medo nos olhos dos novatos. Aqui acaba o clima de clube de campo. Os espaços de seis por seis metros abrigam, em média, 12 pessoas divididas em treliches. As camas levam os nomes dos internos, assim como os armários que não tem lugar para trancas e normalmente servem de suporte para aparelhos de televisão. O banheiro, mais ou menos do tamanho do quarto do meu apartamento, também está limpo. Nessa ala fica ainda uma espécie de solitária, aí sim, um pouco menor, do tamanho da cozinha lá de casa, sem espaço para TV, somente com beliche, privada e pia. Como em presídios “comuns”, no setor há uma pequena quadra, sobre a qual passa o varal onde as roupas ficam penduradas. Dois carcereiros, em turnos de 12 por 36 horas garantem a segurança. A função fica sempre a cargo de cabos, PMs em início de carreira como Luiz Antônio Pereira, natural de Guarantiguetá. Dois anos de polícia, um de carceragem.

O trabalho de Pereira é facilitado pela característica do presídio. Não vale a pena fugir, principalmente porque uma fuga significa a transferência para uma penitenciária comum. Trocariam a tranqüilidade pela tensão de viverem como cordeiros no meio de uma alcatéia. Por isso não existem muros, somente frágeis cercas e câmeras espalhadas por todos os lados.

Foi a necessidade de separar os militares dos presos “civis” que deu origem ao Presídio Militar Romão Gomes, em 1927. Contudo, apenas a partir de 1949 ele passou a funcionar na Serra da Cantareira.
Joana faz de conta

No total, são 236 pessoas. A mais velha tem 73 anos. São 180 em regime fechado e 56 no semi-aberto. Sete são mulheres. Joana (*), 32, viúva, é uma delas. Aos 24 anos realizou um sonho de infância: se tornar policial, igual à irmã e à mãe, policiais civis. Aos 30, a trajetória foi interrompida graças a um crime passional. Já cumpriu dois anos e oito meses na ala feminina. Têm mais uma década pela frente.

Ela está dentro das estatísticas. Homicídio corresponde a 84 dos casos de condenação no Romão, seguido por roubo. Os presos que recebem a sentença de até dois anos podem voltar às atividades. Para os condenados a um período superior resta o caminho da exoneração.

A mulher do interior paulista, atualmente em regime semi-aberto, prefere imaginar que está aquartelada. Assim consegue aplacar a saudade dos três filhos que moram com a mãe, também no interior. Conversa com as crianças por carta e telefone, mas ver mesmo, devido à distância, somente a cada dois meses, nos períodos das saídas temporárias. “O que você vai fazer quando sair daqui?” “Quero conseguir uma bolsa para um curso de auxiliar de enfermagem e voltar ao mercado de trabalho”, planeja. Foi o que sobrou.

Osvaldo (*), 43, tem duas coisas em comum com Joana. Primeiro, realizou o sonho de criança e se tornou militar, da mesma forma que o tio, coronel do exército. Segundo, finge que está no quartel durante a semana e um domingo por mês, quando vê a mulher e os dois filhos, tenta acreditar que está em casa. Tudo para preencher o vazio. A parte mais difícil foi ficar distante da esposa no período da gestação do caçula, depois que ela engravidou, entre um e outro encontro durante as visitas íntimas.

As semelhanças param por aí. Condenado a 26 anos e 8 meses por latrocínio, ao contrário da companheira de profissão, ingressará com pedido de reintegração na Justiça Militar. Se não for possível, quer ganhar a vida como desenhista profissional, função que desempenhava antes de começar a servir o Estado, 13 anos atrás.

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Abaré está com gota

Abaré está com gota

No último ato, o diretor do presídio, Tenente Coronel Abaré Vaz Lima, diz que consegue tratar colegas, com os quais conviveu um dia, como qualquer interno. “Quando ele entra aqui se torna um preso comum. Inclusive, temos três homens que trabalharam comigo e com os quais não mantenho conversa social”, decreta.

Eis um homem que sabe separar os lados pessoal e profissional, irrepreensível, com um ar austero, atrás do bigode negro. Ao contrário dos profissionais da área administrativa, como Luco, que vestem camiseta branca e calça de agasalho azul, o tenente está fardado. Por fim, se desculpa. “Não pude ser um bom anfitrião. Esta perna…”, e aponta para o joelho esquerdo. Ele manca. Acha que é gota. “Talvez, culpa dos cigarros, da cafeína…” Cigarro e café fazem mesmo mal à saúde.

 Romão Gomes: PM atrás das grades

Luiz Alberto Carvalho

é brasileiro, jornalista e idealizador do site Anonimato S/A. Ele, assim como a gente, busca histórias de quem não entra para a história. Acessem!

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35 comentários

  1. All3X says:

    Muito bom o que foi narrado por aqui.
    Para se fazer com que o preso cumpra a pena de forma correta, devemos apenas assegurar a dignidade que qualquer ser humano necessita. É respeitando todos os direitos do preso que não foram atingidos com a pena que podemos reeducá-lo para voltar para a sociedade. Valeu

  2. É redundante dizer que o blog é ótimo, mas preciso fazê-lo.Falar do mundo lusófono é algo que nunca foi valorizado pela nossa sociedade, daí não reconhecermos a importância que temos na história mundial. Com certeza, passarei por aqui constantemente.

  3. vinicius says:

    O importante é respeitar os direitos humanos!

    è mt bom lerque existem presidios deboa qualidade

    http://www.som10.blogspot.com

  4. DuDu says:

    pena que nem todos tenham ‘qualidade’

  5. Fernanda says:

    Nossa, adorei!
    Muito bem redigido, interessante conhecer um pouco sobre este presídio. Nunca houvi falar de nada parecido. Quem dera todos os outros fossem assim também, né?! Seria mais humano, teríamos menos problemas com a reinserção destas pessoas na sociedade. Achei interessante o fato de eles terem ISO, nem sabia que presídios também poderiam ter….

    Parabéns mais uma vez!
    Abraços!

  6. Essa revista é ótima.
    Parabéns aos seus editores.
    Nota 100000000000!

  7. Puxa, já li e comentei vários textos dessa revista, mas esse foi de longe o melhor de todos!!!!
    Adorei a reportagem!
    Luiz Alberto, vc está de parabéns!!!
    Ficou uma pérola! A dignidade é o único caminho para ‘recuperar’ um homem.

    um grande abraço
    ellen regina
    http://www.facetasdemim.blogspot.com

  8. Por algum motivo meu comentário não entrou… vou tentar repetí-lo!

    Já havia lido várias reportagens desta revista mas essa foi de longe a melhor de todas! Luís Alberto, vc está de parabéns!!!

    Acho que o único caminho para se ‘recuperar’ o homem é através da dignidade mesmo. Dele com os outros e dos outros com ele.

    Parabéns à revista!
    Está melhorando a cada dia!

    um grade abraço.
    ellen regina
    http://www.facetasdemim.blogspot.com

  9. Thais says:

    ola,adorei essa reportagem sobre o presidio Romão Gomes,show de bola,assim podemos ver como e a realidade de pessoas que são treinadas pra servir a população e acaba fazendo coisas ilicitas, vc esta de parabens, adoraria ver mais reportagens como esta,quem dera se todos os presidios fossem assim,e q nem diz na intranet aqui o ser humano renasce para construir um futuro melhor, adorei saber q lá aimda cont os principios da PM a Ierarquia e a disciplina,pra mim no presidio nao existia isso mmas achei super legal.bjss

  10. Cilmara says:

    Infelizmente as coisas nem sempre são o que parecem… Conheço uma amiga que tem uma cunhada lá, ela esta presa a 2 anos sem ter ido a julgamento ainda, e está gravida…E sinceramente eu nunca presenciei tamanha falta de humanidade e respeito ao ser humano, a forma como ela se seu marido estão sendo tratados, ela teve o bebe e ninguem avisou a familia, nao deu noticias se ambos estão bem (mamae e filho), não há uma integração entre uma assistente social, os internos e seu familiares…
    As vezes me pergunto, se isso é humano!? Não se preocupam em evisar o Pai se o filho nasceu, se está bem, se a esposa passa bem… Proibem qualquer tipo de contato… Não há respeito aos Direitos humanos… se não deles ao menos dos familiares que sofrem muito por tudo que esta acontecendo. Ninguem pede nada mais do que manter os familiares informados, ter assistencia social, apoio as familias que depedem deles pra sobreviverem, enfim…Fica registrado meus sentimentos e compaixão por estas familias e detentos.
    Se alguem se interessar busquem se informar sobre a realidade dos fatos…voces ficarão tão supresos quanto eu.

  11. Thais says:

    Cilmara o Romão Gomes acima de tudo ainda é um presidio,tamanha falta de humanidade,uq sera q essa mulher fez pra estar lá dentro coisa boa q não foi vc não acha?pq senão ela estaria ak,ela e todos eles foram treinados pra servir a lei e qdo vão para o lado errado sofrem as consequencias,vc acha que se ela estivesse num presidio comum em menos de 2 anos ela ja estaria julgada eles avisariam a familia dela?logico que não,lá e um presidio e o tratamento aos parentes das detentas são tratados como todos os parentes de criminosos,como e q vc sabe que não há uma integração entre uma assistente social, os internos e seu familiares,vc nca esteve lá, eu ja estive e lá me pareceu muito melhor do que os presidios comuns,ela deveria dar graças a deus por exisir um presidio militar pra eles não ficarem com presos comuns.
    procurem conhecer melhor o presidio,marquem uma visita,vão conhecer de perto não vao so dando opinião sobre uq vc ficou sabendo pela boca de fulano,ou pela boca dos outros,procure conhecer para dar a sua opinião.ok
    aqui o ser humano renasce para construir um futuro melhor

  12. Ci says:

    Thais, infelizmente muitas pessoas pensam como você. Será que temos o direito de julgar alguem em seus atos, isso cabe a justiça e a Deus, nao? Infelizmente o sistema é lento e uma pessoa ficar presa por 2 anos sem ir a juri é um ABSURDO, independente da instituição. Já pensou pelo lado dela ser inocente? “Pra ela estar lá dentro coisa boa q não foi”, isso é fazer um pre-julgamento e não temos esse direito, muito menos se não conhecemos os fatos.
    Sim, infelizmente eu conheço essa instituição mais do que vc imagina . Não há assistencia social, posso te garantir com todas as letras que NÃO, pois uma detenta gravida que é internada com risco de aborto por uma semana e a familia não é avisada. Onde ela ao ser hospitalizada para dar a luz, ninguem liga para avisar a familia que ela foi encaminhada ao hospital, ou mesmo para avisar que ela deu a luz e ambos passam bem…muito pelo contrario, a familia ao saber por terceiros, liga no hospital para ter noticias, e o hospital pede desculpas mas diz que NÃO TEM AUTORIZAÇÃO para dar qualquer noticia a respeito desta pessoa. Eles apenas queriam saber como ela e o bebe estavam…
    E o salario que recebem é cortado, ou seja, suspenso mesmo sem o detento ter ido a julgamento e ter sido condenado de fato, já pensou como fica a situação de seus filhos menores que necessitam deste dinheiro para sobrevivem. Vc sabia que isso não acontece com cível, o estado continua mantendo o salário do detento que estava empregado até ele ser julgado.
    Você sabia que ela faz tratamento médico e o local não fornece os remédios que ela precisa, e ela fica dependendo da caridade de amigos e familiares. Que seus filhos menores de idade ao irem visita-la, são obrigados a ve-la atras das grades pois o local onde as mulheres recebem suas visitas é no próprio X, ou seja na cela onde ficam, pois nao tem espaço. Elas (as detentas) saem para um pequeno espaço todo fechado e que nao cabe mais do que 5 pessoas para comerem numa bancada. Como você acha que estas crianças e familiares se sentem, já imaginou os danos psicológicos irreparáveis que isso causará nessas crianças…
    Presencie quando estava visitando um amigo, uma criança de 2 anos e outra de 9 anos chorarem porque não entendiam porque a mãe ficava naquele quartinho com grades e não podia ir pra casa com elas. Fiquei chocada pela cena que presenciei.
    Independente de serem culpados ou inocentes todos os seres humanos tem direito a novas oportunidades. A familia é uma instituição sagrada e deve ser respeitada, assim como o direito destes filhos que estão sofrendo constrangimentos e sendo penalizadas junto com a mãe, lembre-se que quem cumpre pena são os detentos e não a família (mesmo que ela ainda não tenha sido condenada).
    Você sabia que no local não tem berçário, embora isso já seja uma exigência da lei? Que ela divide o X com o bebe colocado num pequeno berço desmontavel comprado por amigos e familiares, pois do contrario o bebe teria que dormir na cama com a mãe, ao lado de uma privada e chuveiro sem divisão alguma. Será que estas condições são apropriadas para um bebe recém nascido. Imagine seu filho de 1 mes dividindo um espaço com você no banheiro da sua casa, sem ventilação, pois não tem janela, a porta é de aço com um pequeno quadrado de 20×20 cm de abertura, privada, chuveiro, cama, armario, roupas, etc.etc. Tudo amontoado no mesmo espaço. Como ela pode esterilizar os pertences do bebe? Amamentar seu filhinho para fortalecer o vinculo mãe e filho… Já imaginou o risco a que esta sendo exposto este bebe?
    As Fraldas são compradas pela família, pergunte se ela recebe a visita de uma assistente social para saber como ela e o bebe estão?
    Sabe Thais, existe muitos fatos que nem sempre são levados a publico, pois isso destruiria uma imagem que querem passar as pessoas, do contrario como explicar a sociedade que se a própria corporação trata seus integrantes desta forma, que dirá dos demais que estão no sistema comum como você disse.
    Concordo que os erros devem ser punidos, quando são reais, o aprendizado deve ser dado e para isso o sofrimento é inevitável a todos os envolvidos, assim como penso também que para “o ser humano renascer para construir um futuro melhor” ele deve ser resignado, receber apoio, auxilio, novos valores de respeito, igualdade, dignidade, enfim…
    Fica aqui meu comentario, ok. Que é um testemunho meu e não uma queixa da mãe – quando vc diz que ela deveria dar graças a Deus por existir um presidio militar… quem disse que ela não dá.
    Apenas digo que as coisas nem sempre são o que parecem e esta instituição para ostentar uma certificação ISO 9000 deve cumprir com as exigências e regulamentos para isso, e te garanto que isso não ocorre, pois conheço muito de certificações, já implantei muito sistema de ISO em empresas privadas.
    Apesar de não ser parte interessada sou humana e por isso, estou preparando uma matéria para denunciar a instituição aos orgãos competentes para investigação, colhendo depoimentos e documentos que comprovam as falhas que acontecem.
    Abçs

  13. Michell Niero says:

    Olá, Ci e Thais.

    Toda vez que eu recebo comentários como de vocês, recebo também um estímulo a mais pra continuar esse projeto. Importante porque neste ambiente a matéria não acaba no ponto final do autor. Ela continua sendo redigida por quem lê, comenta, expressa sua opinião, debate e traz mais informações sobre o assunto, diferente da mídia tradicional que não dá espaço a audiência.

    Na qualidade de idealizador deste projeto, a única coisa que eu posso é agradecer o tempo dispensado por vocês para
    trazer análises diferentes sobre o presídio. Importante, repito, é que a gente não fique limitado ao que a matéria nos disse. A opinião de vocês tem tanto valor quanto e presta um grande serviço a quem encontra essa reportagem pela internet.

    um abraço

  14. thais says:

    ci,infelizmente ou felizmente tem pessoas que pensam como vc nos direito humanos ou melhor no “direito dos manos”
    Todo dia entra e sai gente de la, então sua amiga provavelmente deve ser uma das detentas que estavam la isoladas dos demais presos qdo eu estive visitando o presídio, tb concordo que deve ser horrível para a criança verem sua mãe atrás das grades , eu nao sei uq pode ter motivado ou levado essa mulher ou qualquer outro preso a cometer crimes mas nao e a toa que eles estudam no mínimo um ano aprendendo o que e certo o que e errado o que e licito ou ilícito, nos so temos 2 caminhos a seguir o certo e o errado e cada um sabe o que e melhor pra vc cada um escolhe o seu caminho, so nao acho justo uma pessoa criminosa ter o mesmo tratamento de quem nunca roubou ou matou de uma pessoa honesta , queria ver se vc ou algum parente fossem vitimas de um desses atos criminosos se vc ainda assim estaria lutando pelo que vc julga ser humana qdo nao e com a gente a coisa fica muito mais fácil mas pimenta nos olhos dos outros e refresco ne! Qdo nao e com a gente tudo fica muito mais fácil ainda mais de opinar.
    Em relação ao salário concordo que devem tirar ! pq salário?????? ela de uma forma foi para o caminho errado então pq ela esta fora da lei , nao concordo em q ninguém esta preso receba ela nao esta trabalhando pq vai receber, tem gente q so aprende com os erros , e que pra cada ação tem uma reação, nao so ela mas como todos os outros presos em geral tem q sofrer as conseqüências, ela deveria ter pensado no bebe e na família antes de qualquer coisa, se ela nao pensou no bebe que estava por vir ou na família pq o estado tem que pensar , alem de o estado gastar com a detenta ainda tem que gastar com o bebe isso e um absurdo eu acho que a criança assim que nasce deveria ser entregue a família nem deveria irpra cela ficar com a mãe pq o bb nao tem culpa das burradas da mãe, nao ficar nessa situacao precária, ficar sofrendo.
    Boa sorte na sua investigacao, na sua materia, mas nao se esqueca que a PM enverga mas nao quebra. Ha e depois de denunciar a instituição, nao fique so na matéria do Romão Gomes nao comece a investigar, denunciar matéria sobre outros presídios tb, ok
    Bjs ate o próximo comentário ………
    Ha parabens pela sua iniciativa de denunciar o que vc julga correto.

  15. Fer says:

    Oi Cil… meu nome é Fer e sobre sua amiga detenta, tenho algo a lhe dizer:
    Além dela ter cometido o crime que cometeu, ela conscientemente engravidou de outro detento (burlando regras do PMRG). Confesso que houve uma enorme falha do sistema de Guarda deste Quartel, mas a atitude dela foi abominável.
    Ela não gozava de de visitas intimas, pois seu companheiro também é um detento do PMRG, e mesmo assim, ilicitamente engravidou por motivos que desconheço.
    Agora me responda, uma pessoa que ja esta ali por ter cometido um crime, e persiste em causar desordem publica e moral, tem algum direito humano?
    As condições que ela esta vivendo com a criança, são as que ela optou, engravidou propositadamente, não pensando em que estado estaria para dar os cuidados a este inocente ser.

  16. thais says:

    oi fer e cil,entao quer dizer que e esta a historia entao,pior do que eu pensava ela engravida de proposito dentro do presidio e ainda de outro detento sabendo das condicoes do presidio e as condicoes que o bebe teria la dentro, foi tudo de caso pensado????ha cil ou fer me responde que crime esta mulher cometeu pra estar la dentro do PMRG???????? por faVOR ME RESPONDA???
    BJS ete o proximo comentArio……

  17. Ci says:

    Ola, thais e fer obrigada pela participação de voces ela me tem sido muito util para auxiliar o documentario que estou preparando, pois estarei utilizando os depoimentos de voces na minha coluna de discussões, sem mencionar nomes e dados pessoais, ok.
    Como falei antes não estou comentando culpados ou inocentes, isso deixarei para o juri resolver, não nos cabe fazer julgamentos, concordam? Apenas analisar os fatos e discutir o contexto geral.
    Meu objetivo é a instituição, pois para ostentar o titulo de ISO ela deve cumprir com os regulamentos de certificação da qualidade, e com seu papel diante da sociedade, assim como mencionado em seu slogan: “…aqui o ser humano renasce…”, e tambem citado pelo nosso companheiro seu materia: “”Punição com respeito, independente da pena”: Presídio é referência no tratamento ao interno em São Paulo”. Foram estas palavras que me chamaram a atenção para o assunto, depois que tive conhecimento da situação.
    Pelo que pude notar nas palavras da fer,”cometido o crime que cometeu”, “ilicitamente”, “burlado”, “conscientemente” voce deve fazer parte da corporação ou conhecer alguem de lá, certo? Será que eu poderia fazer uma matéria com você? Se você concordar podemos agendar.
    thais, sei que ficou ‘curiosa”, mas neste momento prefiro nao comentar a respeito do caso especifico, as palavras teriam que ser muito cuidadosas, pois caso ela venha a ser absolvida no juri, não gostaria de ser alvo de um processo judicial, entende. Também fui atras de outros casos e todos serão citados no documentario. Apenas nao posso faze-lo agora para nao comprometer o projeto.
    Assim que concluir a materia e terminar de ouvir todos os depoimentos, anexar documentos, etc… prometo que estarei enviando pra voce em primeira mão, ok.
    Até a proxima

  18. Fer says:

    sou do sexo masculino viu..rsrsrsrsrsr
    O crime sem muita precisão, creio que seja roubo, mas posso me informar direito, não vou me expor pois podem saber quem sou e assim poderia trazer prejuizo a minha pessoa.
    Mas posso lhe garantir que a gravidez foi proposital, e inclusive que após esse episódio, o pai da criança foi transferido para um presidio comum, aliado ao fato que ja está exonerado da corporação, sobre a entrevista pensarei no caso, ok?
    Então Thais, realmente foi tudo caso pensado, a intenção eu não sei, talvez por ela saber que as instalações do Presidio não oferecia berçário, ela pudesse ir para a casa dar o tratamento a criança, ou prejudicar alguns funcionários.
    Por esse episódio o rigor no presídio multiplicou, e alguns Policiais foram transferidos…
    postem aqui para quaisquer duvidas…
    abços

  19. MARCIO says:

    FUI VISITAR O PRESÍDIO DURANTE O CFS (CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS) E PUDE CONSTATAR PESSOALMENTE QUE É UM PRESÍDIO COM NORMAS RIGOROSAS E AS “REGALIAS” QUE MUITA GENTE ACHA, É SIMPLESMENTE O CUMPRIMENTO DA LEI, A QUAL DEVERIA SER CUMPRIDA TAMBÉM NO SISTEMA PRISIONAL COMUM. SÓ TENHO A ELOGIAR TODOS QUE ESTÃO NA DIREÇÃO DAQUELE LOCAL PELO RESPEITO QUE TEM PELOS INTERNOS. PARABÉNS.

  20. thais says:

    oi ci quanto tempo ne mais e ai a sua reportagem ficou pronta? e como anda a investigação?

    ah qdo ficar pronta manda pro meu email e thaisfelix18@yahoo.com.br

    bjsss ate o próximo comentário

  21. Rose says:

    bom na verdade não é um comentário e sim uma dúvida :como posso fazer para ficar sabendo se um detento ainda se encontra preso no romão gomes ,ja sei que o individuo foi preso mas como saber até quando? Porque apenas quero que a justiça seja cumprida abçs

  22. roberta says:

    na verdade não é um comentário.Sou estudande do curso de serviço social e tenho o desejo de fazer meu tcc (Tese de conclusão do curso) sobre a importância de assistencia social na coorporação da policia militar, estou com dificuldade em encontrar artigos e livros a respeito do assunto se alguem puder me ajudar ficarei grata roberta_moura26@hotmail.com

  23. luiz fernando says:

    olá ,li a reportagen e acho muito interessante a forma que é tratados os internos deste presidio,pois é a única maneira de tentar recuperar essas pessoas que por algum motivo,cometeram deslizes em sua profissão.Não podemos simplismente julgar,temos que analizar o pós crime,o que está sendo feito para que estas pessoas não voltem a comete los novamente,e sim sairem de lá com a cabeça erguida, e prontos para recomeçarem as suas vidas de forma digna e respeitosas.aposto que muitos de vocês que estão lendo este comentário, deven estar pensando que sou policial ,ou algum parente,mas não sou ,sou motorista de ambulância,na cidade de ribeirão preto,e estou sempre plugado nas noticias policiais,e considero que esta profissão,tem um leque de oportunidades tanto para o bem ,como para o mal,fica a cargo desses profissionais seguirem ou não.agora já que por muitos de nós leitores achamos que este presídio é um modelo para a recuperção destes individuos,porque não o estado não estende este projeto as demais penitenciarias e cadeias do estado,já que é o estado que mantem este presídio através da secretaria da segurança.se não tiver boa vontade por parte das autoridades,não adianta boas idéias.

  24. Parabéns aos dirigentes e funcionários deste local.
    Que sirva de exemplo para outras instituições.

  25. Mauríco Rodrigues says:

    Seria bom salientar a todos que no Presídio da Polícia Militar Romão Gormes, são desenvolvidas pelos internos, vária atividades laborterápicas, dentre elas: Serviço de Mecânica de auto; tapeçaria; marcenária; fabricação de bloco de concreto; fabricação de casinha para cachorro e de transporte; criação de suíno e avicultura, agricultura orgânica e produção de mel e própolis.

    Grato pela atenção.

    Faça-nos uma visita.

  26. Jeferson says:

    Olá! Sou um ex-interno do Presidio Romão Gomes, depois de 12 anos de profissão,formado em Direito com especialização em Direito Imobiliário sem nenhuma punição administrativa até então,fui parar lá,acusado de extorção, após 2 anos e 3 meses, fui absolvido,não tinha antecedentes criminais, tinha residencia fixa, emprego fixo, nivel superior,funcionário público com estabilidade etc,ou seja, todos os requisitos que se faz necessário para que eu pudesse responder o processo em liberdade, mas em todos os meus pedidos, tanto de liberdade provisória quanto habeas corpus me foram alegados com o seguinte argumento ” O reu em tela é polcial militar, o que por si só, acarreta constrangimento e ameaça a vitima, e por se tratar de um presidio especial, não haverá prejuizo para sua vida social”. Mas não viram que eu tinha um filho de 1 anos e 8 meses, não viram que meus vencimentos foram bloqueados, não viram o sofrimento da minha familia, nao viram o constrangimento que eu e minha familia passou por pessoas que julgam,dizendo o que todos dizem ” se tá lá é pq algo errado fez”, como eu conheci muitos que saíram após anos de carcere, absolvidos.
    Do Presidio só tenho a agradecer, pois fui tratado com respeito aos meus direitos,tive a oportunidade de trabalhar como todos lá tem e nunca fui discriminado por nenhum policial que lá trabalha,se todos os presidios trata-se o preso no Brasil da mesma forma, concerteza o indice de reincidência seria muitissimo menor,Hoje empresário no ramo imóbiliário e devo muito do meu crescimento pessoal ao que vivi lá,meu numero de interno da época era o nº 18, de Outubro de 2006 à Janeiro de 2008.

    Jeferson Santos

  27. Rogério Luis da Cunha Collete says:

    Caro Jeferson Santos,
    Também sou ex-interno do Romão-Gomes, onde permaneci recolhido à disposição da justiça comum, entre o período de 04/08/2.000 à 04/06/2.003. Do Presídio, também recebi um tratamento adequado e respeitoso, tanto por parte do comando e dos policiais que ali trabalham, bem como, dos outros internos. Realmente, é um local que merece elogios pela maneira com que aqueles que por ali passam são tratados e, principalmente por envidar esforços no anseio de cumprir sua função estatal na readapdação e ressocialização daqueles que, “ou por desvio de conduta, ou por um infortúnio da vida”, ou até mesmo no seu caso, que conforme relata passou por esses transtornos e foi ao final “absolvido”, devam ser tratados. O Presidio Militar “Romão-Gomes” não é uma colônia de férias como muitos dizem. Ao contrário, nós podemos falar com conhecimento de causa. Pois, lá passamos sofridos dias de nossa vidas, e constatamos que o Presídio é sim uma prisão, e não um local de regalias, onde suas vigas mestras são a Hierarquia e a Disciplina, assim como na Corporação. Portanto, aos maus informados, essa é a diferença entre o Romão e o Sistema Penal: hierarquia; disciplina; e o respeito mútuo.
    Algo que lá aprendi, não devemos e não temos o direito de julgar os outros, emitindo opiniões sobre o que fizeram ou deixaram de fazer. Cada um tem seus motivos e razões próprias e o livre arbítrio para se auto determinar. Pois, o que é certo para alguns, pode ser considerado errado para outros. Esse papel (julgamento)cabe à justiça. Hoje, após passados 10 anos que permaneci preso, meu processo ainda não tem solução definitiva e, como voçê, fui privado da liberdade, afastado da família, me retiraram preciptadamente da função policial, assim, estou sofrendo consequências sem que ainda exista uma sentença concreta culpando ou inocentando a minha conduta. Penso que, antes de punir alguem, a justiça deve ter maior cautela e preocupação, somente aplicando sansões após uma datida análise dos fatos e poterior sentença definitiva. Visto que, o dano causado a uma pessoa inocênte, ainda que oportunamente reconhecido pela justiça, jamais irá reparar e restabelecer a honra e a dignidade de alguém que indevidamente sobreu uma acusação inépta.

    Saudações Jeferson.

  28. Antonio Carlos de Souza Filho says:

    Ola, bom dia desejo saber se ai em São Paulo, as Exposa e filhos dos Policias Recluso, se eles como dependentes que são, tem direito ao Auxilio Reclusão. Mim de essa informaçao se possivel,

    Atenciosamente:

    Maria Rodrigues da Silva
    Porto Seguro – Bahia

  29. kelly figueiredo says:

    Eu tive o prazer e ao mesmo tempo desprazer de conhecer o presidio Romão Gomes,onde meu noivo permaneceu por exatos 16 dias.Acredito que eles seguem a hierarquia ao pé da letra,pois o indice de reicindentes é minimo.O trabalho que os “presos” desenvolvem no Romão é uma forma de passar o tempo e não ficarem loucos,pois a pressão psicologica é muito grande,fora a culpa,o desamparo e a solidão,muitos buscam consolo na religião.

  30. paulo says:

    eu ja estive preso ai é a mior zona ai.

  31. juliana says:

    pode Mandar fotos

  32. CARMEM ANGELA says:

    CIL,FER E THAIS!
    BOA NOITE A TODOS OS DEMAIS, LI UM A UM OS COMENTARIOS E GOSTARIA DE DEIXAR AQUI MEU COMENTARIO.
    MEU EX MARIDO ESTA PRESO NO ROMÃO A POUCO TEMPO . POR UM DESCUIDO DELE UMA MENOR PEGOU SUA ARMA E DESFERIU UM DISPARO QUE ACIDENTALMENTE (E FOI PROVADO)LEVOU UM AMIGO DELE A OBITO.ENTÃO QUERO DEIXAR CLARO QUE NEM TODOS QUE ESTAO LA “”SE DESVIARAM DO CAMINHO”"OU FORAM PARA O LADO DO CRIME.INFELISMENTE HOUVE ESSE ACIDENTE E ELE ESTA ESPERANDO JULGAMENTO COM MUITA DEPRESSÃO POR NÃO ESTAR MAIS A SERVIÇO DA SEGURANÇA. DEPOIS DE 24 ANOS DE SERVIÇOS BEM PRESTADOS ELE SE VE NESTA SITUAÇÃO E NOS COMO FAMILIA TENTAMOS DAR TODO O APOIO A ELE E ESPERAMOS A SUA VOLTA.
    GOSTARIA DE AGRADECER A TODOS E PEDIR PARA NÃO GENERALIZAREM , POIS NEM TODOS QUE LA ESTAO SÃO CULPADOS !ATE QUE SE PROVE O CONTRARIO!!”" ABRAÇOS

  33. dani says:

    canalhas traidores da lei esses malditos pms ainda tem regalia naquela bosta daquele presidio é o fim dos tempos

  34. Roque Jr says:

    Sou Policial militar fiquei 8 meses no Romão gomes e estes comentários não condizem com a realidade, só quem passou na pele sabe uma visita vc não vê nada…..

  35. Joao says:

    conheci o Romão Gomes,meu filho ficou preso sem merecer,devido morar em uma republica com mais 03 PMS e os mesmos participava dando escolta a bandido para roubar cxa eletronico, e meu filho não sabia de nada nem traballava com os mesmos só morava no local devido ser do interior e a despesa era menor. O comandante não acreditou nele achou que ele estava prevaricando não denuncia-los ao comandade.E triste e ele ficou oito meses preso,mas provou sua inocencia e está trabalhando até hoje na Pm,sem meu consentimento devido a injustiça cometida contra ele.Mas Deus e o Maior

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