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ANGOLA

Uma homenagem ao companheiro de todos os dias

por
vulamagina@hotmail.com
7 de December de 2010

Assim como em boa parte do mundo, é o rádio cumpre em Angola o papel de alcançar locais onde a modernidade chega a passos de preguiça

radio Uma homenagem ao companheiro de todos os diasRádio, este meio abstracto inventado pelo homem, continua sendo a companhia de muitas pessoas ao redor do mundo, e já que Angola também faz parte dele… Prático e de baixo custo, o rádio é sem sombra de dúvida o meio de comunicação mais utilizado principalmente pelas camadas mais baixas das sociedades em que o acesso a energia eléctrica e consequentemente a televisão, Internet, telefone, etc. é tido como que coisa de um “outro mundo” (neste caso dos mais ricos).

Como seu principal objecto social, a rádio tem como missão formar, informar e entreter os seus ouvintes chegando aos seus receptores através das ondas hertzianas, nome dado em homenagem ao seu descobridor o alemão Heinrich Hertz. Porém, a produção radiofónica envolve muito trabalho e empenho de homens e máquinas para que as informações cheguem até aos rádios – receptores em tempo real o que devia servir para valorizarmos e de que maneira a todos os profissionais que diariamente esforçam-se, chegando a arriscar suas vidas para nos manterem informados sobre tudo aquilo que acontece no país e além fronteiras.

Para que a emissão de um canal de rádio seja ouvida, é preciso que hajam infra-estruturas apropriadas para a captação e transmissão das ondas que podem ser curtas (SW) médias (AM) ou frequência modulada (FM). Hoje, e dada a qualidade, maior parte das rádios do mundo transmitem através das frequências moduladas (FM) uma vez postas em causa o raio de cobertura e a qualidade do sinal.

A primeira transmissão radiofónica feita em Angola data da época colonial e ocorreu na cidade de Benguela, em 28 de Fevereiro de 1931, pelo radialista amador, devidamente autorizado chamado Álvaro Nunes De Carvalho. Actualmente, só em Luanda, existem mais de uma dezena de rádios que emitem em frequência modulada com excepção da Rádio Nacional de Angola (órgão oficial do estado angolano) que emite igualmente em ondas médias e curtas.

A RNA, é por outro lado a única cuja rede cobre todo o país, tendo em cada uma das províncias, pelo menos uma emissora ou rádio local. Com o objectivo de abranger com mais precisão as dificuldades dos cidadãos e no quadro da expansão do seu sinal, a Rádio Nacional de Angola tem também em alguns municípios cuja densidade populacional é elevada, uma rádio comunitária ou postos fixos, como vê-se na página oficial daquela empresa. É assim justificada a existência das rádios Cazenga, Viana, Sóio, e Lobito, Dondo, Tombwa, dentre outras nas províncias de Luanda, Zaire, Benguela, Kwanza Norte e Namibe respectivamente.

Com a estabilidade politica do país, foi dada abertura para a criação de rádios privadas, que embora tenham o mesmo objecto social, a linha editorial é muito diferente da rádio nacional de Angola. É assim, que de um tempo a esta parte, juntaram-se as já existentes Rádios Luanda Antena Comercial (LAC – com uma vertente mais virada a publicidade), Ecclésia (afecta a Igreja Católica) as rádios Mais (pertencente ao grupo de comunicação Média Nova tendo já criado emissoras nas províncias do Huambo e Benguela) e Despertar (antiga rádio Vorgan, pertencente ao maior partido da oposição do país) isso na capital do país. As províncias de Benguela e Huila já possuíam rádios privadas sendo respectivamente as rádios Morena e a Dois Mil.

Não obstante a existência no nosso país destes e outros canais radiofónicos, existem infelizmente zonas de Angola onde o acesso as informações fornecidas por eles ainda não chegam ou chegam com pouca qualidade, o que levou recentemente o presidente da república, dirigindo-se aos deputados sobre “o estado da nação”, a apelar aos órgãos de comunicação social para intensificar a sua intervenção tendo em conta o resgate dos valores culturais, morais e cívicos face a introdução de outros hábitos e culturas com a chegada no país de outros povos com hábitos e costumes diferentes aos nacionais o que dá para vaticinar muito trabalho por parte das empresas que investem no ramo bem como o surgimento de outras. A valorização bem como a actualização profissional das pessoas responsáveis pela emissão de rádio são dentre outras as principais dificuldades que os radialistas angolanos enfrentam no decurso da sua actividade quotidiana.

Assim como em boa parte do mundo, é o rádio cumpre em Angola o papel de alcançar locais onde a modernidade chega a passos de preguiça

 Uma homenagem ao companheiro de todos os dias

Custódio Fernando

é angolano, natural de Malanje. É jornalista, radialista e escritor

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1 comentário

  1. Jatai News says:

    Belo trabalho amigo Fernando. Parabéns mesmo. Eu Gideone Rosa acompanho o trabalho desse guerreiro e amigo desde os tempos da Rádio Line. Sucesso grande Ferando.

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