A herança da língua portuguesa no oriente
Tradução feita por Márcia Siqueira de Carvalho
A língua portuguesa foi, nos séculos XVI, XVII e XVII , a língua dos negócios nas costas do Oceanos Índico, em função da expansão colonial e comercial portuguesa. O português foi usado, naquela época, não somente nas cidades asiáticas conquistadas pelos portugueses, mas também por muitos governantes locais nos seus contatos com outros estrangeiros poderosos (holandeses, ingleses, dinamarqueses, etc).
No Ceilão, por exemplo, o português foi usado para todos os contatos entre os europeus e a população nativa; vários reis do Ceilão falavam fluentemente esta língua e nomes portugueses eram comuns na nobreza. Quando os holandeses ocuparam a costa do Ceilão, principalmente sob as ordens de Van Goens, eles tomaram medidas para parar o uso da língua portuguesa. Porém, ele estava tão entranhado entre os habitantes do Ceilão que até mesmo as famílias dos burgueses holandeses começaram a usar a língua portuguesa. Em 1704, o governador Cornelius Jan Simonsz falava que : “se você fala português no Ceilão, você é entendido em todo lugar”. Também na cidade de Batávia, capital da Holanda Oriental (atual Jakarta), o português foi a língua falada nos séculos XVII e XVIII.
As missões religiosas contribuíram para esta grande expansão da língua portuguesa. Isto porque desde que as comunidades se convertiam ao catolicismo, elas adotavam o português como língua materna. Também as missões protestantes (holandeses, dinamarqueses, ingleses …) que trabalharam na Índia foram forçados a usar o português como a língua de evangelização.
A língua portuguesa também influenciou várias línguas orientais. Muitas palavras portuguesas foram incorporadas por vários idiomas orientais, como as da Índia, do suaili, malaio, indonésio, bengali, japonês, os várias do Ceilão, o tetum de Timor, africâner da África do Sul, etc. Além disso, onde a presença portuguesa era preponderante ou mais duradoura, cresceram as comunidades de “casados” e “mestiços” que adotaram uma variedade de língua mãe: uma espécie de Creoule português.
O que restou hoje é muito pouco. Entretanto é interessante notar que, neste sentido, existem pequenas comunidades de pessoas espalhadas por toda a Ásia que continuam a usar o “creoule” português, embora não tenham mais contatos com Portugal, em alguns casos, durante séculos. Outro aspecto interessante é que durante o período mais importante da presença portuguesa na Ásia, não havia mais do que 12.000 a 14.000 portugueses, incluindo os religiosos.
As comunidades que falam português atualmente
Malacca, Malásia: (Portuguese Settlement, Praya Lane, Bandara Hilir). Cerca de 1000 pessoas falam esta espécie de “creole” (Papia Kristang). Cerca de 80 % dos antigos habitantes da colonia portuguesa em Malacca falam Kristang, que também é falado atualmente em Singapora e Kuala Lumpur. Kristang é muito parecido com o malaio local na sua estrutura gramatical, mas 95% do seu vocabulário deriva do português. Não muito tempo atrás o português também era falado em Pulau Tikus (Penang) mas agora é considerado extinto. A comunidade eurasiana tem 12.000 membros na Peninsula Malaia. Activo é MPEA (Malacca Portuguese Eurasian Association) e SPEMA (Secretariat of the Portuguese/Eurasian Malaysian Associations) com 7 associações dos seus membros em Alor Star, Penang, Perak, Malacca (MPEA), Kuala Lumpur, Seremban e Johor Baru. Há também em Singapura uma associaçao Eurasiatica. Malaca se separou do domínio português em 1641.
Korlai, Índia: (perto de Chaul). Cerca de 900 pessoas falam o creole português e esta comunidade tem a sua igreja chamada: “Igreja de Nossa Senhora do Monte Carmelo” Chaul se separou do domínio português em 1740.
Damão, Índia: (Damão Grande ou Praça, Campo dos Remédios, Jumprim, Damão da Cima). Cerca de 2000 pessoas falam esta espécie de Creole Português. Damão se separou do domínio português em Dezembro de 1961.
Ceilão (Sri Lanka): [Burgueses Portugueses em Batticaloa (Koolavaddy, Mamangam, Uppodai, Dutch Bar, Akkaraipattu); Trincomalee (Palayuttu); comunidades Kaffir de Mannar e Puttalam ]. Atualmente é apenas usado entre as 250 famílias em suas casas em Batticaloa até 1984. Muitos emigraram para a Austrália. Ainda há 100 famílias em Batticaloa e Trincomalee e cerca de 80 famílias Afro-Sinhalese (Kaffir) em Puttalam. Quase extinta. Em Batticaloa existe o Clube de Recreio”Shamrock” or “Batticaloa Catholic Burgher Union”. Há uma pequena comunidade de descendentes de portugueses na aldeia de WahaKotte (cerca 7°42′N. – 80°36′E) (Centro do Sri Lanka, seis quilômetros de Galewala estrada entre Galewala e Matale), eles são Católicos Romanos, mas há cerca de duas geracões que Creole Português não é falado. Ceilão se separou do domínio português em 1658.
Macau: Cerca de 2.000 pessoas fala o português como sua primeira língua, e perto de 11.500 como sua segunda língua. Apenas poucas mulheres idosas falam o Macauense um Creole Macau-Português. O “Instituto Cultural de Macau” e a “Fundação do Oriente” estão funcionando. Existe também um canal de TV e vários jornais voltados inteiramente para o português. Macau em 20 de Dezembro de 1999 voltou a fazer parte da China.
Hong Kong: Centenas de pessoas falam o MACAUENSE. Quase todas são emigrantes de Macau. Nunca foi colônia portuguesa.
Goa, Índia: O idioma português está desaparecendo rapidamente de Goa. Atualmente ele é falado por um pequeno setor das famílias mais abastadas e apenas 3 a 5 % da populaçãio continua falando-o (estima-se 30.000 a 50.000 pessoas). Atualmente 35% da população de Goa são imigrantes de outros estados indianos. Nas escolas da Índia ele é ensinado como a terceira língua (não obrigatória). Existe um departamento de Português na Universidade de Goa, mas a “Fundação do Oriente” e a Sociedade de Amizade Indo-Portuguesa ainda estão em funcionamento. O último jornal em língua portuguesa foi publicado na década de 80. Em Panaji muitos cartazes em português ainda são visíveis em lojas, edifícios públicos, etc. Goa se separou do domínio português em Dezembro de 1961.
Diu, Índia: Aqui o idioma creole português está quase extinto. Diu se separou do domínio português em Dezembro de 1961.
Timor Leste: Os que falavam o português em 1950 não ultrapassavam a 10.000 pessoas e em 1974 apenas 10% a 20% da população. Em 1975: O Timor Leste tinha 700 000 habitantes dos quais : 35 a 70 000 sabiam ler e escrever em português e 100 a 140 000 podiam falar e entender esta língua. Até 1981, o português foi a língua da Igreja de Timor, quando foi substituído pelo Tetum. Entretanto ele é comumente usado como idioma de negócios na cidade de Dili. O português permaneceu como a língua da resistência anti-Indonésia e de comunicação externa da Igreja Católica. O português criole de Timor (Português de Bidau) hoje está praticamente extinto. Ele é falado próximo a Dili, Lifau e Bidau. A Indonésia invadiu o Timor Leste em 1975. Entretanto, nenhuma nação reconheceu esta anexação militar. Timor Leste tornou-se um estado independente em 20 de maio de 2002. A lingua oficial de Timor-Leste é o português.
Flores, Indonésia: (Larantuka, Sikka) Aqui o português sobrevive nas tradições religiosas e na comunidade Topasses (os descendentes dos homens portugueses com as mulheres nativas) utilizam-no nas suas preces. Aos sábados, as mulheres de Larantuka rezam o rosário numa forma corrompida de português. Na área de Sikka, no Leste de Flores, muitas pessoas são descendentes de portugueses e ainda (???) usam esta língua. Existe uma Confraria chamada de “Reinja Rosari”. Portugal retirou-se em 1859.
Até poucos anos atrás, comunidades que falavam português
Ceilão (Sri Lanka): (O Creole Português era falado pela comunidade burguesa holandesa ) Até o início do século XX, o creole português era falado pelos membros desta comunidade. Até depois da Segunda Guerra Mundial, os católicos do Sri Lanka, em Colombo, se reuniam nas missas faladas em português (como a igreja de Santo Antônio, em Dematagoda). Após a segunda metade deste século, parte destes católicos tão antigos começaram a freqüentar missas em grupos cada vez menores nas igrejas católicas na cidade (Dematagoda, Hulftsdorp, Kotahena, Kotte, Nugegoda e Wellawatte). Embora era uma língua falada, o português estáva perdendo rapidamente a sua importância original nos serviços religiosos nas igrejas católicas (sendo substituído pelo inglês mais moderno e mais procurado).
Jakarta-Batavia-Tugu, Indonésia: (um subúrbio de Jakarta). Aqui, até o início do século XX uma espécie de português corrompido ainda era falado pela população cristã em Tugu. O último habitante que falava creole morreu em 1978. Nunca esteve sob domínio de Portugal.
Cochim, Índia: (Vypeen). Desapareceu nos últimos 20 anos. A comunidade portuguesa/hindu (2.000 pessoas) frequenta a velha igreja de Nossa Senhora da Esperança. Portugal retirou-se de Cochim em 1663.
Bombaim do Norte, Índia: (Baçaim, Salsette, Thana, Chevai, Mahim, Tecelaria, Dadar, Parel, Cavel, Bandora-Badra, Govai, Morol, Andheri, Versova, Malvan, Manori, Mazagão) Em 1906, este Creole foi, depois do Ceilão, o dialeto indo-português mais importante. Em1906 ainda existia perto de 5.000 pessoas que falavam o Creole Português como língua materna e 2.000 estavam em Bombaim e Mahim, 1.000 estavam em Bandora, 500 em Thana, 100 em Curla, 50 em Baçaim e 1.000 em outras vilas. Não existia, naquela época, escolas em creole-português e as classes mais ricas substituiram-no pelo inglês. (Costa, Dalgado).
Coromandel, Índia: (Meliapore, Madras, Tuticorin, Cuddalore, Karikal, Pondicherry, Tranquebar, Manapar, Negapatam…..) Na costa de Coromandel, os descendentes dos portugueses são geralmente conhecidos como “Topasses”, eram católicos e falavam o creole português. Com a chegada do domínio inglês na Índia, eles começaram a falar a língua inglesa em lugar do português e também anglicizaram seus nomes. Atualmente fazem parte da comunidade aurasiana. Em Negapatam, em 1883, ainda existiam 20 famílias que falavam o indo-português. (Schuchardt, Dalgado)
Desapareceu há muitos anos
Solor & Adonara, Indonésia: Solor, Adonara (Vure)
Ilha de Java -Batávia, Indonésia: (comunidade holandesa de Batávia, Mardijkers) Os Mardijkers são os descendentes dos antigos escravos de Malacca, Bengal, Coromandel, Malabar, que foram convertidos ao Protestantismo quando libertados. Eles falavam uma espécie de creole-português e eram o ramo principal da comunidade portuguesa da Batávia. Depois da conquista holandesa de Malacca e do Ceilão eles cresceram consideravelmente. Em 1673, foi construída uma igreja protestante, para a comunidade portuguesa na Batávia e depois, no século XVII, uma segunda igreja foi construída. Em 1713, esta comunidade tinha cerca de 4.000 membros. < Lopes > Até 1750, o português foi a primeira língua na Batávia, porém, depois o malaio passou a dominar. Em 1808, o reverendo Engelbrecht celebrou a última missa em português. Em 1816, a comunidade portuguesa foi incorporada pela comunidade malaia. Também entre as famílias holandesas da Batávia, a língua portuguesa foi intensamente usada até 1750, apesar dos esforços do Governo Holandês contra o seu uso.
Mangalore, Índia: Mangalore.
Cannanore, Índia: Cannanore.
Bengala, Índia-Bangladesh: (Balasore, Pipli, Chandernagore, Chittagong, Midnapore, Hugli……) A língua portuguesa foi, nos séculos XVII e XVIII, a “lingua franca” em Bengala. Depois de 1811, o português era usado em todas as igrejas cristãs (católicas e protestantes) de Calcutá. No início do século XX, apenas umas poucas famílias falavam uma forma corrompida de português misturadas com muitas palavras da língua inglesa. (Campos)
Moluccas, Indonésia: (Ternate, Ambon, Banda, Makasar) TERNATENO, um creole Português que foi falado nas ilhas de Ternate e West Halmahera, atualmente está extinto. AMBON, aqui o português sobrevive na língua actualmente falada o Malayu-Ambom, o que contem cerca de 350 termos de origem portuguesa.
Nas costas da Índia, existiam cerca de 44 comunidades onde o português era falado.
Também publicado no site Colonial Voyage.
- Abdurachman, Paramita Rahayu “Some portuguese loanwords in the vocabulary of speakers of Ambonese Malay in christian villages of Central Moluccas”
17 pp. LIPI, 1972, Jakarta, Indonesia.
- Clancy, Clements “The genesis of a language: the formation and development of Korlai Portuguese”
XII, 281 pp. maps, Creole language library vol.16, Benjamins, 1996, Amsterdam and Philadelphia.
- Dalgado, S. R. “Estudos sobre os Crioulos Indo-Portugueses”
187 pp. Comissao Nacional para as Comemoraçoes dos Descobrimentos Portugueses 1998 Lisboa, Portugal.
Dialecto Indo-Portugues de Goa; Dialecto Indo-Portugues de Damao; Dialecto Indo-Portugues do Norte; Dialecto Indo-Portugues de Negapatao; Berço duma cantga em Indo-Portugues.
The latest edition of the interesting study of Sebastiao Rodolfo Delgado on the Creole languages of Goa, Damao, Negapatam and the Northern Province of India.
- Dalgado, Sebastião Rudolfo “Dialecto Indo-Português de Ceilão”
301p. (Cadernos Ásia) CNCDP, 1998, Lisboa, Portugal.
- Daus, Ronald “Portuguese Eurasian communities in Southeast Asia”
83 pp. Institute of Southeast Asian, 1989, Singapore.
The Portuguese Eurasian communities in Malacca, Tugu, Larantuka and Singapore.
- Goonatilleka, M.H. “A Portuguese Creole in Sri Lanka: A Brief Socio-Linguistic Survey”
In: SOUZA, Teotónio R. de (ed.) “Indo-Portuguese History. Old Issues, New Questions (3 th ISIPH )”
pp. 147-180 Concept, 1985, New Delhi, India.
- Hettiarachchi, A. S. “Influence of Portuguese on the Sinhalese Language”
JCBRAS Vol. IX, 1965, pp. 229-238
- Jackson, Kenneth David “Sing without a shame:oral traditions in Indo-Portuguese creole verse: with transcription and analysis of a nineteenth-century manuscript of Ceylon Portuguese Creole”
XXVII, 257 pp. Creole Language Library, Benjamins, 1990, Amsterdam and Philadelphia.
- Lopes, David “A Expansão da Língua Portuguesa no Oriente durante os Séculos XVI, XVII e XVIII” 265 pp. Portucalense Editora, 1969, Porto, Portugal.
- Matos, Luís de “O português, língua franca no Oriente”
In: “Colóquios sobre as províncias do Oriente” Vol. 2 Junta de Investigações do Ultramar, 1968, Lisboa. – pp. 11-23
(Estudos de Ciências Políticas e Sociais ; 81)
- Silva Jayasuriya, Shihan de “Indo Portuguese of Ceylon: a contact language”
188 pp. Athena Publications, 2001, London, UK.
- Silva Rego, Padre Antonio da “Dialecto Portugues de Malaca e outros escritos”
304 pp. (Cadernos Ásia) CNCDP, 1998, Lisboa, Portugal.
Dialecto Portugues de Malaca; A Comunidade Luso-Malaia de Malaca e Singapura; A cultura Portuguesa na Malaia e em Singapura.
- Teixeira, Pe. Manuel “The Influence of Portuguese on the Malay Language”
In: “Journal of the Malayan Branch of the Royal Asiatic Society”, 1962, vol. XXXV (Pt. 1).
- Theban, Laurentiu “Situaçao e perspectivas do português e dos crioulos de origem portuguesa na India e no Sri-Lanka”
In: “Actas do Congresso sobre a situaçao da lingua Portuguesa no Mundo” vol. 1 pp. 269-285 Imprensa National, 1985, Lisboa, Portugal.
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PORTUGUÊS, LENGUA DE LA GLOBALIZACION! – … titulo que gostaria de ver publicado, no jornal independente espanhol, El País.
Nasci na cidade de São Paulo (Brasil) neto de espanhol e italiano, nunca tive dificuldade em compreender estas duas línguas. Cresci falando e escrevendo em português, do Brasil. Já adulto, percebi que o privilégio de entender o espanhol, também é dos mais de 220 milhões de pessoas que se comunicam em português, situados nas terras mais ricas e estrategicamente localizadas no planeta, e, isto é um facto! Alem de, ser o português uma língua de cultura aberta e que dá acesso a outras literaturas e civilizações originais e variadas, nos quatro cantos do mundo.
Foi em 1214 que surgiu o primeiro documento oficial na língua portuguesa, o testamento de D. Afonso II, que até então era o galaico-português, uma solidariedade natural entre duas línguas irmãs. No século XVI, a língua portuguesa começou a se espalhar e enriquecer-se, tomando dos outros povos não só expressões linguísticas novas como também formas de estar e pensar, dando inicio ao multiculturalismo Era o início da Globalização, via Comunicação, e não como é hoje, somente pela via política-económica.
Como se sabe, entre as línguas românicas, o português e o espanhol são as que mantém maior afinidade entre si. Tidas como irmãs da mesma família linguística, possuem um tronco comum, o latim, e uma história evolutiva paralela, a da popularização diaspórica do idioma latino na península ibérica e de lá para a América, África e Ásia. Entretanto, é bom salientar que é mais fácil para um “lusófono” comunicar-se em “Portunhol” do que para um hispânico comunicar-se em “Hispanês”.
A razão para este facto é que há algo muito especial na língua portuguesa, o elemento descodificador do espanhol, do italiano e do francês. A nossa língua possui um sistema fonético vocálico de 12 entidades, composto de sete fonemas orais e cinco nasais. O espanhol tem apenas cinco fonemas orais o AEIOU. Eis o porquê de entre as cinco línguas latinas, o português ser o “Ferrari” deste comboio linguístico.
É importante divulgar o quanto se pode ganhar com a aprendizagem da língua portuguesa. Por exemplo: – Grande promoção da Língua Portuguesa, pague uma, leve duas e meia! – Dado que ganhamos 90% do espanhol e 50% do italiano, e até, uns 20% do francês. É um valor acrescentado que a nossa língua possui e que nunca foi publicitado. Daí a importância de uma aliança entre os países Iberófonos, que tire partido do facto de conseguirem se entender nas suas línguas maternas. Lembrando que, o Brasil equivale a metade da população e território da América Latina, sendo que, neste século, o centro de gravidade do desenvolvimento económico mundial será transferido para a China, Rússia, Índia e Brasil, ao invés da América do Norte e Europa.
Visto que, os países de língua portuguesa e espanhola somam 700 milhões de pessoas em metade do mundo, geograficamente falando, e que não possuem problemas de comunicação entre si, deve-se com urgência, elaborar um plano de marketing estratégico para a língua portuguesa! Diante dos FACTOS já descritos, propõe-se promover a auto-estima pela língua e a cultura nos 30 países que compõem a Comunidade Iberófona através de variadas acções concertadas, por exemplo, nas áreas da Educação, Saúde e Segurança, além de fomentar o português como 2ª língua nos países hispânicos e também nos seguintes países, geo-estratégicos, por acréscimo:
França, onde há cerca de um milhão de “lusófonos”, sendo o português a segunda língua mais falada, alem de que, poderá ser usada como arremesso ao bilinguismo;
Itália, pelo facto de entendermos 50% do italiano e por ser o Brasil a maior colónia de italianos do mundo, sendo, após o espanhol, a língua italiana a mais próxima da nossa;
EUA, onde há cerca de 50 milhões de Iberófonos e por factores geo-politico, económico e estratégico. A ALCA (Aliança de Livre Comércio das Américas), por exemplo, é inviável sem o Brasil e caso os EUA adoptem o português como 2ª língua, o poder de comunicação de um cidadão Anglo-Iberófono alargar-se-á para 1 bilhão de pessoas. (… é a “Super ALCA”, trabalhando pela via do diálogo na língua do cliente)
China, pelo facto do Mandarim estar restrito ao próprio país e, se cada chinês tiver o português como 2ª língua, serão 2.300.000 milhões de Sino-Anglo-Iberófonos, e ainda pela sua aproximação ao Brasil, que em conjunto com a Rússia e a Índia, representam, no aspecto comercial, científico e geopolítico, a nova «Ordem Mundial»;
Índia, onde há 23 línguas correntes e 1.000 dialectos, a maior industria de audiovisual e informática do mundo. Os Hindi-Sino-Anglo-Iberófonos serão 3.400.000 milhões;
Indonésia, por razões semelhantes às referidas para a China e para a Índia, pelo facto de fazer fronteira com Timor-Leste, e pela promoção de uma verdadeira, saudável e frutífera democracia de cultos e religiões, através do DIALOGO que assim se estabeleceria entre o maior país muçulmano do mundo e o mundo católico.
Sendo os Sino-Hindi-Anglo-Iberófonos, bilingues, (mantendo a sua língua materna, mais o português como 2ª língua) a comunicação entre os mesmos exclui o monolíngüismo.
Visto que, o “lusófono” é naturalmente bilingue (característica única no mundo) e sendo o português a 2ª língua para os hispânicos, a comunicação entre os mesmos exclui o monolíngüismo. Portanto deveremos promover este “Segredo” guardado desde o ano 1214. É o Portugraal. É o “Quinto Império”, da espiritualidade e comunicação. É o GEO-Código! (… antes de Da Vinci, ter existido)
Outro facto é: no âmbito da política linguistica do Mercosul, os países hispânicos já estão assumindo o português como 2ª língua, visto que o Brasil já oficializou o espanhol como segunda língua, praticando a reciprocidade e fortalecendo a Iberofonia. Recentemente, num Colóquio realizado em Paris – «Três Espaços Linguísticos Perante os Desafios da Mundialização» – o Sr. Boutros Ghali, demonstrou-se totalmente favorável à Franco-Iberofonia.
Língua oficial de oito estados em quatro continentes, o Português é também língua de comunicação de doze organizações internacionais, nomeadamente na União Europeia, UNESCO, MERCOSUL, Organização dos Estados Americanos (OEA), União Latina, Aliança Latino-Americana de Comércio Livre (ALALC), Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Organização de Unidade Africana (OUA), União Económica e Monetária da África Ocidental, idioma obrigatório nos países do Mercosul e língua oficial da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), organização que integra a maioria dos países africanos do hemisfério sul.
A língua portuguesa é como o software Linux, pois pode ser usada e praticada a custo zero, basta assistir a uma telenovela brasileira na sua língua original. É fiável, visto não ser uma língua artificial e sim natural, existe a 800 anos. É uma língua que não depende da moda e não se impõe à força, com praticas etnolinguísticas, psicológicas e financeiras. Está disponível, pela sua presença alargada no mundo e o seu desempenho é confirmado cientificamente por linguistas que endossam a mais valia na aquisição desta língua/software e, que corre em qualquer sistema e hardware !!!!
Lembremos que, por exemplo, actualmente a TV Globo é a maior produtora de programas próprios de televisão do mundo. O seu acervo de telenovelas e mini-séries é distribuído em diversos idiomas, levando hoje a cultura “lusófona” a espectadores de cerca de 130 países em todos os continentes.
Aproveitando-se dos altos índices de audiências, que uma telenovela possui, poderá se promover a aprendizagem do português como segunda língua de comunicação e como justificativa teórica e pratica, divulgar a importância de se aprender a língua que une 700 milhões de pessoas. É a Globalização Democrática, 1 cidadão 2 línguas! É a única língua candidata a ser a preferida da Globalização e que preenche os cinco pré-requisitos necessários para que tal aconteça:
O aspecto Quantitativo, Qualitativo, Geopolítico, Geoeconómico e o quinto é o facto desta língua entender uma outra língua. Ora, o Brasil preenche todos estes cinco requisitos, além de, possuir 30% da água renovável do planeta, a matéria prima para a industria química e farmacêutica, (graças ao Amazonas e a sua biodiversidade), o petróleo e energias alternativas, a agricultura e, os seus 190 milhões de habitantes não possuem problema de comunicação – matéria-prima da informação.
Actualmente, a Fundação Geolingua está a organizar um novo tratado, simbólico e de promoção de auto-estima, o “Tratado de Tordesilhas II”, cujo objectivo é ressuscitar a maior e mais antiga comunidade dos últimos 500 anos, a CPLP+E – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa & Espanhola.
São os iberófonos a unir-se, lembrando a importância que já tiveram, têm, e continuarão a ter, estes dois idiomas. Não esquecendo que a Península Ibérica, os Países Africanos Iberófonos e a América Latina (99% Iberófona) ficam “separados” e claramente identificados da outra metade do mundo por uma linha imaginária. A America Latina e a Comunidade Ibero-Americana não deverão, portanto, deixar de fora os países africanos de expressão portuguesa e espanhola, mais Timor-Leste. Que se crie, portanto, uma GEO-Comunidade Iberófona, onde a base passe a ser a língua, a maior ponte para o diálogo de todos os tempos.
A titulo de exemplo pode-se citar que o Banco Santander demonstrou-se plenamente favorável ao conceito da Iberofonia ao anunciar publicamente que a língua portuguesa passa a ser, em paralelo com o espanhol, a língua oficial nos 42 países onde o banco se encontra presente.
E, para o xeque-mate final, além de tudo o que aqui já foi dito para se aprender
a língua portuguesa, o maior de todos os motivos é, sem duvida:
O FACTO DE A LÍNGUA PORTUGUESA ENTENDER O ESPANHOL
Um mercado de 700 milhões de pessoas presentes na metade do mundo!
UI – União Iberófona, uma Comunidade dos Países de Língua Portuguesa & Espanhola.
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Breve explicação sobre a Geofonia
Iberofonia, é: Lusofonia + Hispanofonia. (é a Península Ibérica, como um todo)
Geofonia, é: o respeito pelos sons das várias línguas! (na Península Ibérica e no mundo)
A Fundação Geolíngua, propõe a inclusão da Geofonia nos 8 países de língua oficial portuguesa e espanhola. Desta forma a Geofonia poderá ser, no futuro, uma espécie de “Esperantofonia”. É o respeito às fonias dos 8 países de língua portuguesa, dos 21 de língua hispânica e, dos quase 50 milhões de Iberófonos que vivem nos EUA. É uma fonia democrata, pois respeita o som das palavras. – (fonia vem da fonética que é o ramo da Linguística que estuda os sons da fala humana)
GEO-Comunidade – 1 cidadão, 2 línguas! Uma realidade, para breve.
Só os Iberófonos, hoje, representam 700 milhões de pessoas, nas terras mais ricas do planeta!
Maiores informações, contactar:
Roberto Moreno
(351) 966 054 441
geral@geopress.org
http://www.geopress.org
Olá,
Gostei muito do seu comentário e sou 100% de acordo consigo, mas acho que nesta globalização o Brasil terá um papel quase que predominante e uma responsabilidade acrescida ,caso queira fazer bem as coisas. O português cidadão aos olhos de um francês não passa de um pedreiro ou de uma empregada da limpeza que falam uma lingua de segunda horrivel pior que o arabe e que ninguem entende, o que provoca por si so uma negação ao querer aprender a lingua. Inclusive falam que o português lingua não é uma lingua completa como o françês, o que eu acho incorreto pois sou da opinião que o nosso portguês esta a anos luz em termos de grafia simplificada em termos de riqueza de vocabulario etc…
Uma coisa que eu noto no que se refere a minha esposa por exemplo é que ela foi obrigada a aprender o françês pois vivemos na suiça e noto que cada vez mais ela fala com uma coordenancia maior no que se refere ao sujeito e predicado e noutras situações , por vezes na brincadeira eu digo para ela ter cuidado porque está muito aportuguesada. Inclusive o facto de estar a comentar este artigo foi porque um dia ela disse-me que o francês era uma lingua muito completa coisa que o português não o era, apartir desse dia posso lhe dizer que tenho feito disso um cavalo de batalha. Voltando a questão da responsabilidade acrescida do brasil no contexto internacinal acho que o brasil deveria fazer primeiro os deveres de casa ou tpc’s como se diz em portugal, para que essa intercionalização não seja à lá portugaise ou seja que não fique pela boa intenção e pela metade, deveria ser uma batalha nacional para o brasil de existir um aprefeiçoamento e uma correta utilização da lingua portuguesa para que os franceses por exemplo não encontem motivos para nos rebaixarem de futuro, e assim quiça exista o quinto imperio, de qualquer forma esse sempre foi um sonho desde a descoberta do brasil de que seria o brasil que iria afirmar no mundo que este geito de estar na vida luso é fantastico, Abraços
Obrigado pelo seu comentário, Fernando, que não me deu as Costas e não colocou Barreiras. – O Pessoa, que também era Fernando, vai gostar do que comentaste e, com certeza, irá criar um novo heterónimo que será um francês a aprender português, para promover o bilinguismo, franco-iberófono. Para maiores detalhes e unir esforços em causas comuns, por favor entre em contacto. – Roberto Moreno – (351) 21 313 99 99 ou 966 054 441 ou geo@geolingua.org
Olá, pessoal!
Sou natural do Estado de Alagoas (Nordeste do Brasil). Sou formado em Letras com formação em Língua Portuguesa. Porém, no momento, não estou desempenhando nessa formação. Gosto muito da minha língua materna e também de outras línguas. Falo razoável o inglês e entendo razoável o espanhol. Pois, sou simpatizante de estudar línguas e conhecer novas culturas e novos costumes.
Parabéns Roberto Moreno pelo seu comentário. Gostei demais! Excelente!
Não sabia que a língua portuguesa estava num processo de ascendência assim nos dias de hoje e para o futuro. Gosto de ler muito sobre a língua portuguesa no cenário mundial e sua importância para quem a domina.
Caro amigo Roberto Moreno,
Você demonstra ser uma pessoa muito conhecedora do papel e da importância da língua portuguesa no mundo globalizado, conforme li no seu comentário. Gostaria, pois, se possível manter contato com você pelo meu e-mail (josiasos14pc@hotmail.com) . Abraço a todos!
Caro Josias Oliveira, obrigado pelas suas observações. – Já enviei para o seu e-mail, (com cópia para o Patifúndio) um breve GEOdossier (com anexos pdf e mp3) sobre alguns projetos de nossa Fundação Geolíngua.
Para maiores informações, contactar:
Roberto Moreno
(351) 966 054 441
geo@geopress.org
http://www.geopress.org
Exmos Senhores:
A Sociedade Portuguesa de Proteção Contra Radiações, em parceria com a sua homóloga brasileira, Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica, dado a serem por ora, as únicas Sociedades Científicas de Expressão Portuguesa afiliadas na IRPA, vão levar a efeito no Polo Tecnológico de Lisboa, de 23 a 26 de Novembro de 2012 o evento Proteção 2012, que integrará o Segundo Congresso Português de Proteção Contra Radiações e o Terceiro Congresso de Proteção Contra Radiações dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa.
Dada a importância da Proteção Contra Radiações em todo o mundo mas no caso a que o evento diz respeito à Comunidade dos Povos de Expressão Oficial Portuguesa e também com o intuito de darmos o luzimento desejável ao evento referido, Proteção 2012, permitimo-nos solicitar a V.Exas o favor de que tal seja dado conhecimento, se possível à Comunidade Portuguesa da Índia eventualmente interessada de participar no evento PROTEÇÃO
Certo da boa atenção dispensada a iniciativas estruturais visando o tecido científico fomentador duma melhoria das condições emergentes da aplicabilidade das radiações e ou seus efeitos, subscrevo-me com os meus protestos de elevada consideração.
O Presidente da Sociedade Portuguesa de Proteção Contra Radiações
João José Fausto Quintela de Brito
(Investigador Científico)
OLá a todos,
Também é importante esclarecer que o som de nossa língua portuguêsa é simplesmente maravilhoso , delicado e suave aos ouvidos de quem não entende o português.