Ilha de Moçambique
Para quem visita, fica com uma sensação de ter viajado na máquina do tempo, quase tudo ainda se encontra do jeito que estava no século XIX
obs: Para melhor entender e absorver a imformacao constante neste texto sobre a Ilha de Mocambique, e aconselhado abrir os links.

imagem aérea da ilha de Moçambique, que até 1822 foi capital da colônia portuguesa
Paraíso. Património Mundial da Humanidade. Primeira capital de Moçambique… Entreposto Comnercial… Tem muito que se diga sobre este lugar que não caberia nestas páginas.Das inúmeras páginas que não escrevi, tem alguns aspectos que não da para deixar de mencionar.
Infelizmente, até hoje a Ilha de Moçambique vive atrasada no século XIX.
Para quem visita a ilha, fica com uma sensação de ter viajado na máquina do tempo, quase tudo ainda se encontra do jeito que estava no sèculo XIX.
O acesso é feito pela estreita ponte de 3 kilômetros, já chorando por uma renovação cuja promessa ja for a feita em bom som ou então por mar. Ilha né?
As casas de pedra e cal, ruas estreitas de pedra, cal e terra batida, o palácio do governador, a outrora potente fortim de Sao Sebastião que muitas investidas dos Holandeses repeliu, a capela imponentemente majestosa, olha alto para as duas metades de tarra com ar de dó e piedade… talvez até com ar de desafio querendo perguntar até quando?
Quem visita a ilha pela primeira vez, fica encantado com a simplicidade e acolhimento dos ilhéus. Até com um certo ar de mistério no ar que deixa sua mente irrequienta, cheia de perguntas que não querem calar a cada esquina… Imaginando; “este edifício deve ter muita história para contar…”Que arquitectura!
Infelizmente a vontade politica não ajudou muito os efeitos do tempo. A ilha foi refém de caça votos, o povo da ilha dividido entre a ilha de pedra e a ilha de macuti vai ouvindo cantadas atrás de cantadas na esperança de um futuro melhor.
A pobreza é tão acentuada que o sistema de esgotos e quase inexistente a ponto de fazer prevalecer um costume secular.
Todos os dias sob raiar do pôr do sol, famíilias perfilam de cócoras entre as pedras miúdas da praia para com toda a normalidade fazerem defecação ao ar livre. A primeira vez que me deparei com este cenário fiquei estupefacto, foi necessario algum tempo para assimilar a proveniência deste ritual. Que apesar de estarem a viver num monumento, num paraíso, o meu povo continua sendo povo de ninguém.
Com todas as dificuldades características do meu povo, adicionadas aos entraves caracterizados pela situação geo-política, a vida vai ensinando aos mufanas a arte de pescar o peixe mais saboroso que alguma vez se pode comer, as belas mulheres macuas com a sua máscara de musiro na cara, cantam e dançam o tufo e o ndzope. Quem não conhece o tufo não conhece mais nada.
Hoje Moçambique prioriza o turismo, investe e convida você a partilhar connosco de um cotidiano diferente que nada tem de Hollywood ou Disneylândia. Deste lado o cenário é menos virtual numa mistura dose de realidade e viagem espiritual. Quem visita a Ilha de Moçambique não se esquece jamais.
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Celso: é moçambicano e autor dos sites Mbila música de Moçambique e Moçambique magazine. |
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interessante….
A face ruim do abandono é mesmo essa pobreza. Por outro lado, se tivessem despertado a cobiça de grupos econmicos voltados ao turismo, talvez a pobreza fosse parcialmente resolvida: varrida para debaixo do tapete. Afastada dos olhos dos turistas. Juntamente com a história da Ilha.
O post é excelente. Como brasileiro, tenho uma afinidade natural muito grande com a África. Comemos África, dançamos África, falamos e amamos África.
Seu post serviu para reforçar isto. E sentir uma vontade maior ainda de conhecer seu país. E outros tantos do continente.
Abraços
A ilha parece ser bonita e bem atraente, mas os problemas de infraestrutura poderiam ser sanados. Com isso, aumentaria o turismo no local e mais dinheiro entraria em Moçambique. Abraços.
A face ruim do abandono é mesmo essa pobreza. Por outro lado, se tivessem despertado a cobiça de grupos econmicos voltados ao turismo, talvez a pobreza fosse parcialmente resolvida: varrida para debaixo do tapete. Afastada dos olhos dos turistas. Juntamente com a história da Ilha.
O post é excelente. Como brasileiro, tenho uma afinidade natural muito grande com a África. Comemos África, dançamos África, falamos e amamos África.
Seu post serviu para reforçar isto. E sentir uma vontade maior ainda de conhecer seu país. E outros tantos do continente.
Abraços
Sempre é muito bom saber um pouco mais sobre a história de Moçambique e mais especificamente da Ilha de Moçambique.
Parabéns
A ilha parece ser bonita e bem atraente, mas os problemas de infraestrutura poderiam ser sanados. Com isso, aumentaria o turismo no local e mais dinheiro entraria em Moçambique. Abraços.