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Um Brasil angolano: a TV brasileira em Angola

por
adibel11@yahoo.com.br
27 de February de 2009

Não seria nenhum equivoco afirmar que a capital de Angola é uma colônia brasileira

brasilangola 300x203 Um Brasil angolano: a TV brasileira em AngolaBem aventurados sejam aqueles que amam essa desordem, bem aventurados sejam os senhores do progresso e da mídia e da famigerada Rede de televisão. Primeiro, porque é fato que a “televisão” é uma das criações tecnológicas do ser humano, que foi tão disseminada a ponto de ser conhecida de toda a humanidade. Logo, esse “fato” já é uma das demonstrações de INFLUÊNCIA da televisão em toda sociedade. E pensar particularmente, que paises como Angola, devido a sua situação sócio-econômica e estrutural, precarizadas pela recente guerra civil, tem sido alvo da TV mundial, sofrendo diversas influências no âmbito social, cultural e política.

A TV brasileira juntamente como a TV portuguesa, passam a exercer maior influencia em Angola, não só pela semelhança no idioma, mas pela agilidade e inovações tecnológicas diferentemente da TV local, nesta ordem podemos observar as transformações culturais na atual conjuntura do país. Onde sem sombra de dúvida destaca-se a TV brasileira como maior instrumento de venda e influencias de parte do povo angolano. A mesma TV que faz uma imagem de uma Angola extremamente miserável e desgraçada pela injustiça social, é a mesma que vende para esta sociedade uma ideologia dominante, de consumo e valores modistas, fatores extremamente visíveis no nosso cotidiano, levando-nos ao empobrecimento cultural. Esse é o retrato de parte da juventude angolana, descompromissada e aculturada.

Para um tema tão atual e tão complexo o autor McLuhan diz que “é difícil apresentar de forma sistemática ou visual a influência da TV, porque ela afeta a totalidade de nossas vidas: Pessoal, política e social. No entanto não é difícil verificar a influência que ela exerce na “perda de identidade cultural”: a mudança dos modos, a assimilação da cultura abrasilerada no exterior, incorporando a forma de vestir, de comer globalistico, os tipos de música que se ouve, as ditas populares etc. E o maior importador desses novos modos é a televisão.

É obvio que conhecer a cultura do outro é importante, não só para quem conhece, mas também para expansão dela, mas deve-se ter cuidado para não se perder seus próprios valores e nem viver sobre valores esteriotipados. No que tange a criação de estereotipos, sem dúvidas, a TV brasileira tem sido muito eficaz em suas novelas, comerciais, e até na imagem ilusória de um Brasil soberano e bem sucedido.

Este suposto veículo de cultura de massa já pode ser considerado um fato social, que está à disposição de todas as classes sociais e níveis culturais de Angola. Que tem penetrado na intimidade cotidiana de cada indivíduo de uma forma tão absoluta, e capaz. Que tem promovido mudanças estarrecedoras nos hábitos, comportamento, linguagem de maneira incontestavelmente forte. E não seria nenhum equivoco afirmar que a capital de Angola é uma colônia brasileira.

De mesmo modo vale ressaltar a falta de comprometimento dos governantes, a falta de políticas para minimizar estes fatos, pois pensar que “a televisão” é que influi no ser humano ou na sociedade é esquecer que fomos nós (homens) que criamos esse meio “de comunicação”.
Um outro aspecto importante é que neste período pós-guerra a mídia tem apresentado um lugar de destaque na filosofia consumista, no avanço de novas tecnologias. Entretanto, mesmo criticando seu papel na formação de valores, é freqüente ver jovens e adultos estabelecerem planos que envolvam a propaganda da TV, conferindo, com essa atitude, uma supervalorização a esse veículo de entretenimento.

Em suma, embora os adultos, os jovens e as crianças tenham consciência de que somos profundamente marcados pela cultura do consumo, os jovens pais acabam utilizando os bens de consumo como um meio para aumentar sua auto-estima ou “estatos” sociais. Certamente essa atitude acaba por reforçar aqueles mesmos comportamentos já citados. Desse modo, a manipulação veiculada pela TV e pela cultura do consumo é sustentada e reforçada nas relações intersubjetivas no âmbito da família, tendo a mesma família como principal canal de interlocutor de sociedade x cultura.

Para finalizar, é possível reafirmar que este veiculo é representante e mediador dos interesses do Estado e das classes dominantes. A TV em Angola e em outros paises tem sido um instrumento de controle da opinião pública e de influencia a mentalidade do povo, que quanto menos esclarecido mais influência recebe da televisão. Prova disso que a TV cria e se desfaz de ídolos em questão de segundos, transforma tramas de ficção em problemas nacionais; o domínio sobre esta produção, enfim, é o poder de criação do ambiente propício à formação de consciências. Não precisamos buscar um exemplo muito distante, infelizmente quem visita Luanda verá que parte desta cidade é estrangeira.

 Um Brasil angolano: a TV brasileira em Angola

Adill Abel

é angolano, mora no Brasil e estuda Serviços Sociais na UNITAU (Universidade de Taubaté) no interior de São Paulo. Atualmente cursa mestrado em Ciências Políticas na PUC-SP

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51 comentários

  1. Oi, Adilson!

    O seu relato me fez pensar uma série de coisas, não pelo aspecto da influência, mas no fato de que a sociedade Angolana adotou para si, de certa forma, os valores culturais do Brasil por meio da Televisão. Isso é preocupante e me faz pensar sobre a responsabilidade do Governo de permitir que as TVs Locais tenham produções menores, em relação aos da Globo, Record e Tvs de Portugal. Não sei se seria comodismo das autoridades, mas a sua crítica me faz pensar que a televisão africana não é feita por africanos – e isso sim é uma distorção que pode afetar e muito o recorte da realidade veiculada nos telejornais e nas telenovelas por meio do imaginário social.

    Abraço,

    =]

    ——————-
    http://cafecomnoticias.blogspot.com

  2. Emerson says:

    Rezo para que os angolanos esqueçam esse maldito país chamado Brasil. O Brasil e os brasileiros não são referência para nada: falsos solidários, mentirosos, oportunistas, safados, pilantras, ignorantes, analfabetos… iguaizinhos ao presimente Lula. A rede de TV do Brasil simplesmente transforma todas essas “qualidades” dos brasileiros em produtos de consumo, invertendo os valores onde uma piranha qualquer pode virar apresentadora de programa infantil (ou não) e um guarda de zoológico pode virar dono de emissora de TV (tipo “um Ronaldinho dos negócios”) desde que o pai dele seja o ditador da vez…

  3. Excelente análise, parabéns! ;D

  4. Zappa says:

    O Brasil é pra Angola, com os Eua é pra nós…

  5. Trygon says:

    Muito infeliz o comentário do Emerson sobre o Brasil. Está julgando um povo inteiro por alguém que ele conheceu…

  6. luiz says:

    o emerson falo bestera

    se puder
    http://sonabrisa.nomemix.com/

  7. Geraldo says:

    Analise do Adillson procede em parte, aqui no Brasil recebemos no início do século forte influencia européia e após a 1945 um massacre cultural e econômico Americano, hoje estamos equilibrados em termos de produção e exibição de produções artísticas, e veja bem praticamente sem apoio das “autoridades”
    Ninguém vai ao cinema ou ao teatro só porque a produção foi local,tem que ter qualidade. Com relação ao consumismo verifique se os produtos mais consumidos não tem a etiqueta “Made in China”, por último o comentário do Sr. Emerson não serve de referência como coisa útil para análise.

  8. thalita says:

    os angolanos amam o brasil + q os brasieiros…

  9. Edson Malafaia says:

    Olá Abell,
    Estou pesquizando sobre ANGOLA e vi sua materia, primeiro PARABENZ pela sua participação e preocupação com seu povo.
    Eu comecei a trabalçhar com TV. nos anos 74/75 aqui no Brasil, tivemos uma rapida evolução pois no começo não tinhamos profisionais especializados e migramos com nosso pesoal da radio e aos pucos fomos criando e adaptando nosso formato, hora copiando hora melhorando alguns programs mas nossa capasidadae criativa superou os modidmos estrangeiros criamos as novelas que hoje exportamos para o mundo todo,ganhamos premios internacionais com varios documentarios, asim que o caminho é este mesmo. Agora vcs tem a grande oportunidade com a emissora que se inaugura. eu mesmo estou buscando oportunidade para poder contribuir tenho a comciencia da globalização sem esquecer as peculiaridades do
    reginalismo e das culturas e modo viventes veja o bRASIL como exemplo utilizando sempre uma linguagem do eixo/rio são paulo e que depois de 20/30 anos comomesamos a utilizar nosso idioma dos caipiras dos interioranos. gostaria de entrar em contato com vc temos muito que aprender um com o outro.

  10. Samora says:

    sou samora cabral e a primeira vez que assisto o vosso programa

    e fiquei enteressado em algumas coisaa que apresentaram ao longo do programa como aquele empresa que apostâo em pessoas que tem projectos mais não tem possiblidade por falta de apoio obrigado

  11. Paulo says:

    Temos sem sombra de dúvida a melhor televião do Mundo, os Norte Americanos sabem fazer cinema, nos sabemos fazer televisão.

  12. Paulo says:

    Angola hoje está inevitavelmente se conectando com um mundo globolizado e consumista depois de sair de um periodo negro da sua história e Eles tem mesmo é que usufruir de tudo que essa globalização poder lhe ofereçer, porquê tudo isto faz parte da natureza humana, qualquer pais que quer se desemvolver em todas as areas não pode se isolar, fugir dos ditos pecados da globalização, temos como exemplo a China que era um pais fechado para o mundo e hoje é uma potençia economica graças globalizção, quanto a televisão Brasileira, Portuguesa ou de qualquer outro pais em Angola eu não acho que é algo negativo para Eles, porque vendo a cultura de fora isto irá esaltar o ego, vaidade e alto-estima daqueles que viviam numa dura realidade sem espaço para sonhar.

  13. Olá Abell, cheguei aqui pelo Café com Notícias, que postou sobre um assunto parecido.

    Pois é meu caro, isso é a industria cultural, alienando os telespectadores para se “drogarem” culturalmente de uma forma de vida que é puramente ficção, justamente para que eles fujam da realidade e por isso, a contestem cada vez menos.

    Por um lado, fico feliz pelo Brasil está produzindo cultura no exterior e até influenciando, sendo que sempre fora o contrário, mas nao posso deixar de lamentar que isso esteja sendo feito através de personagens estereotipados, o que é um grande erro e um grande desperdicio de mostrar que nossa cultura vai muito além de samba, futebol, Rio de Janeiro, Amazonia, carnaval e mulheres volúveis.

    Abçs!!!!
    Abçs!!!!

  14. Taurus AN says:

    Caro Adilson
    Gostei da análise e dissertação sobre o potencial televisivo na participação e fundamentalmente na afirmação cultural dos cidadãos. Conheço, ou, antes conheçi, com agrado e prezo muito, a cultura e capacidade de um povo que sabe ultrapassar tristezas e transformar em felicidade, ser resistente e saber divertir, saber nobremente secar as lágrimas e passar para um lindo sorriso, ter as nossas “Kotas”, sempre como as nossas grandes “MAMANS”. Tanto e tanto para dizer…….! Finalmente entendo que em termos de TV, é esse o assunto, e também porque só resta deixar a minha opinião, gostaria de deixar o desejo que participem, saibam encontrar e preservar o estatuto de uma TV pública, verdadeiramente pública, ao encontro dos interesses da sua população e então, estou quase certo, essa TV será recheada dos maiores sucessos, para além da afirmação cultural do seu grande povo.
    Um dia voltarei. Sucessos!!

  15. samora fausto says:

    sera bem vindo em angola, esta tv creiu que esta com tudo…angola e brasil estao tao ligada na musica,novela em fim espero com anciedade esta tv, chegou a quela abraço de angola…

  16. José de Albuquerque says:

    Muito bom esse artigo nos trazido pelo Sr. Abell. Faz todo sentido o que disse, assim como sua preocupação é totalmente pertinente. O problema é que, infelizmente, o poder econômico sempre se sobreporá a qualquer cultura. A tv, mesmo aqui no Brasil impõe modos de agir a grande parte da despolitizada e recalcada população brasileira. O “lobby” e a apelação das Tvs,manipulado pelo poder economico, ainda é muito forte para ser mudado.
    Sobre o comentário desse Émerson, confesso que não obstante ele ter escrito algumas coisas que são bem verdadeiras, o comentário no geral, parece de uma pessoa doente, que nutre o ódio exaltado pelo Brasil e os brasileiros. No final, creiam-me , o maior prejudicado por esse ódio, será ele próprio.

  17. Julia says:

    Que bom que os angolanos nos amam. Nós somos uma ótima infuência para eles. Nós estamos crescendo e progredindo, eles olham pra nós e comparam, como somos parecidos acreditam que tbm podem chegar lá. E chegarão!

  18. Abell says:

    Fico feliz por alguns comentarios e estarrecido por outros, mas de certo modo que responder a queles que a tempo aguardam resposta, estive perambulando pelas americas e so depois de quase uma no que tive atraves de uma amigo chileno noticias desta dissertação, estou a disposição para áprofundamento e estarei lendo cada comentario quem sabe muito em breve postaremos outro assunto que de nossa pertinencia, descupem a demora.

    aquele abraço!!

  19. Renan Brandão says:

    Me assusta que a televisão brasileira seja vista com tanta negatividade por você que escreveu este artigo!

    Em primeiro lugar, quero destacar que para mim e para a maioria dos brasileiros Angola não é um foco de antenção. Angola parace tão distante de minha cabeça como a Hungria ou o Paquistão.

    2 – A responsbilidade pelo que é difundido no território angolano é dos próprios angolanos! Não nos culpem por seu subdesenvolvimento e pela mudança de seus hábitos!

    3 – Não é a televisão brasileira que cria a uma imagem negativa, miserável de angola. Angola é um país miserável sim. Há probreza por todo lado, não há como esconder, tanto que os angolanos dependem muito de auxílio externo, inclusive você que estuda no Brasil.

    4 – Angola se esconde por trás de números. Todos sabemos que angola cresce por volta de 10% ao ano, mas temos que lembrar que é 10% de quase nada.

    5 – O Brasil passou pelo mesmo processo de colonozição e pelo mesmo sofrimento que Angola, mas não temos culpa de termos saído das garras dos portugueses antes de vocês! Não temos culpa de o Rio de Janeiro ter sido a capital do império luso! Não temos culpa de ser o 5° maior país do mundo e se ter 10° maios economia do mundo.

    6 – No fundo, a pessoa que escreveu este artigo se morde de inveja porque não existe projeto de futuro no mundo sem que se leve em conta o Brasil, enquanto que a angola sempre foi e ainda permanecerá por muito tempo, ao que tuco indica, como periferia do mundo!

  20. Michell Niero says:

    Caro Renan,

    Sua profunda desinformação em relação a temas que deveriam ser centrais na estrutura de ensino brasileiro, como assim são as relações culturais, econômicas e políticas mantidas por Brasil e Angola ao longo da história, simplesmente diagnostica algo que sempre andou errado em nosso país .Por assim ser, seu comentário merece ser publicado, muito embora em suas palavras haja um esbarrão, aqui e acolá, no puro desrespeito ao povo angolano. Observe que isso não se conforma a nossa política de comentários.

    Poderia me alongar, tentando gastar mais alguns caracteres dissertando a respeito da sua ignorância sobre o tema, mas prefiro abrir espaço para que, eventualmente, sua consciência se mobilize. Acredite. É uma aposta valiosa para para que , de alguma forma, você reaveja alguns de seus argumentos.

    Tenha boa sorte, e no que precisar de nossa ajuda a essa tarefa conte conosco.

    Nossos cumprimentos

  21. a pior influência do Brasil sobre os extrangeiros são os erros que distroem a nossa lingua. somos os lusófonos que mais falam errado o português…

  22. Zé Brasil says:

    Caros, sou brasileiro e já fiz algumas incurssões a Angola em busca de oportunidades de negócios, e vos digo com amplo conhecimento de causa.
    Para Angola, Pior que a Perversa ” rede Globo” e o Famigerado ” Edir Macedo, somente o ” crac”.

  23. David says:

    Uhmm, tô vendo uma inveja dos portugueses em perder influência no mundo luso para o Brasil. E os angolanos que foram negativos, por favor, né! Várias universidades brasileiras dão bolsas para milhares, sim – MILHARES de angolanos todos os anos. Sem falar nos investimentos brasileiros em Angola, que ultrapassam ha anos os de Portugal. Se a tv brasileira influencia a angolana, todos têm que ver isso como um alívio.. já que é de um país que vem se destacando no mundo ha 15 anos como uma das economias mais prósperas e com maiores elevações no nível de vida.. baijos

  24. João says:

    Paulo,

    Eu não vou tecer loas à televisão portuguesa, mas dizer-se que a televisão brasileira é a melhor do mundo só pode ser brincadeira, ou falta de viajar mais, nem que seja por zapping.
    Não vou dizer também que é a melhor do mundo, porque não conheço todas as televisões, mas, a meu ver, e não sou anglófilo, a BBC tem uma qualidade claramente superior.

  25. João says:

    Diria ainda que a qualidade da televisão brasileira não faz justiça ao salto qualitativo do cinema brasileiro. O filme “Central Brasil”, por exemplo, é uma pérola. E há mais, talvez não tão bons quanto este, mas, e em todo o caso, parece-me que a qualidade média do cinema brasileiro é significativa.

  26. Abell says:

    Olá meus caros e caras, estou passando para agradecer a cada comentarista especializado ou impregnado pela alienação corriqueira da midia…meu muito obrigado e espero que isto possa de fato ser reflexivo e de igual modo contribuir para o crescimento do debate a qual este espaço se predispôs, meus parabens e que continue o debate.

    E a proposito a tempos não passo por aqui e a “casa” esta limpa e linda, belo visual e novos temas agradabilicimos.

    bjus e abraço…

  27. Paulo says:

    O Brasil é africano na sua essência, na cultura, até no nosso modo de falar o português, nosso sotaque e somos gratos a Angola por isso. Afinal aqui os moleques vão à quitanda e gostam de um quitute.

  28. robert says:

    dizer que a tv brasileira influencia negativamente os angolanos é no mínimo maniqueísmo! nada é assim tão 8 ou 80.se tem pontos negativos como a cultura americana faz com todo o resto do mundo, tem seus pontos positivos. o senhor abel que escreve esse texto , mora no Brasil, e me desculpe, o senhor deveria ser agradecido por essa oportunidade que muitos brasileiros ñ tem. o BRASIL, é um dos mais importantes países do mundo em todos os aspectos, e em seu texto o senhor ñ reconhece isso em momento algum, se a tv brasileira influencia angola é porque angola permite, ou quem manda nela! tá na hora de parte dos intelectuais de angola fazerem um exame de consciência e agradecer ao Brasil por toda a ajuda que já tiveram! quando ao comentário do sr. emerson, simplismente patético e equivocado e ao senhor renan congratulações!

  29. Maria Gonçalves says:

    Muitos desconhecem a contribuição do brasil juntos aos países pobres e com dificuldades. Veja o caso da Argentina, por exemplo, o brasil ajuda, ajuda e eles descem o pau na gente. Mas graças a deus somos humildes e estamos sempre ajudando os que precisam da nossa ajuda. O comentário do sr Emerson é RIDICULO. Não podemos ser generalizados por causa de meia dúzia de pessoas. Aqui tem muita gente boa com uma mala cheia de coisas boas para ensinar. Por outro lado, os angolanos não devem se deixar influênciar por maus programas ou perderem a sua identidade. Nós brasileiros devemos muito aos angolanos e africanos em geral.

  30. lucia says:

    Só hoje vi o comentário de Emerson.”Que feiura rapaz!!!!” falar tão mal assim do Brasil…. Um país maravilhos e rico que atende ao seu povo. Somos 200 milhões de pessoas e estamos acabando com a miséria que nos assolou por muitos anos. Chegamos , agora, a ser a sexta economia do planeta, recebemos imigrantes de todo o mundo…que sempre encontra um lugar debaixo de nosso sol .E tambem não há hipocrisia pois somos o que somos:um país americano que a todos acolhe sem o ranço de discriminação .As fronteiras são abertas a todos. Com excessão dos USA .Para chegar aqui os americanos têm que ter visto de entrada.Acho que é o único país americano que exige visto para os Yankees.Um abraço e deixe de ficar tão irado contra meu país :)

  31. maura sousa says:

    querido Renan,
    pelos vistos não tens informações nem conhecimento do tema. No sistema internacional aonde vivemos, todos tentam influenciar os outros em seu beneficio, as telenovelas, a musica, a gastronomia são instrumento usados para que essa influência seja expandida. Existe sim pobreza em Angola, mais ninguem te mente O Brasil apesar do seu grande desenvolvimento, ainda ha muita pobreza e miseria, e isso esta presente em qualquer sociedade do mundo. E para ters mais conheçimentos o Brasil encontra se na zona periferca no sistema mundo segundo varios autores de renome. tens que fazer mais pesquizas antes de saindo ai criticando Angola.

  32. Luiz says:

    Pior que derrapar no português, é derrapar na objetividade quando fazemos uma análise.
    Principalmente por falta de conhecimento técnico ou teórico ou simplismente quando a tal análise advem de uma pessoa com preconceitos ideológicos arraigados. A análise acima já demonstra pouca parcialidade logo no início:”… senhores do progresso e da mídia e da famigerada Rede de televisão”.
    Famigerada?
    Mais um petardo:”No que tange a criação de estereotipos, sem dúvidas, a TV brasileira tem sido muito eficaz em suas novelas, comerciais, e até na imagem ilusória de um Brasil soberano e bem sucedido.”
    Caro Adill, os programas que você assiste, e que são feitos no Brasil, apenas exprimem a realidade sob o ponto de vista brasileiro, não são a ponta de lança de um neo colonialismo brasileiro ( coisa que não existe).
    Este fenômeno de dar a programas de tv um papel que não possuem já é velho aqui, durante muito tempo a esquerda analfa acreditou no Brasil e em toda a américa latina que os programas de tv americanos eram uma mera lavagem cerebral, que no melhor estilo da propaganda nazista eram produzidos para nos colonizar e subjulgar.
    Uma idiotice do mesmo tamanho que demonizar a coca cola!
    Será que os magníficos pseudointelectuais não repararam que um programa de tv produzido em um país vai, invariavelmente, acarretar em um produto com todas as cracterísticas culturais, políticas, religiosas e históricas do país que o produziu? Pelo visto não, e pelo visto , amigo, você também não.Ou você pensa que uma novela mexicana vai refletir a sociedade angolana??
    Vai ai minha sugestão, faça como eu, vá estudar comunicação social, isto lhe proporcionará uma visão maior sobre o fenômeno da comunicação.
    Saudações de um COMUNICÓLOGO.

  33. Michell Niero says:

    Como igual comunicólogo e idealizador deste projeto, posso até não concordar com certos pontos e argumentos colocados pelos autores. O que não posso concordar, e nem praticar, é colocar à frente minha qualificação acadêmica para justificar meus argumentos. Aliás, deixe isso de lado, rapaz. Não se entusiasme tanto com as verdades que você recebeu na academia (muitas delas são até plausíveis é fato) mas dê vazão muito mais ao contato com o contraditório, independente se este está próximo ou distante das suas expectativas. Lembre-se que a inteligência serve para encantar as pessoas, não para humilhá-las.

    Um abraço e obrigado pela visita.

  34. Luiz says:

    Olá Michel!
    Bom saber que alguem me considera RAPAZ na idade em que estou. Mas saiba que não me entusiasmei com minha formação na UFRJ, mas sempre me entusiasmei com a minha área, na qual já atuo há mais de 26 anos. Portanto depois de ter passado por produtoras, agências e jornais penso que o tal “contato com o contraditório, independente se este está próximo ou distante das suas expectativas” seja para um jornalista UMA COISA COTIDIANA, ou seja é coisa corriqueira e que faz parte da minha prática diária.
    Talvez não seja para aqueles que ficaram ruminando seu saber nas faculdades da vida, sem contato com a realidade e muito menos com o mundo real do mercado de trabalho.
    Se faço críticas não estou no intuito de humilhar ninguem, mas me desculpe ler baboseiras é algo que ofende minha inteligência, e você sabe, como idealizador deste projeto que NÓS que somos da área somos sim responsáveis pelo conteúdo que publicamos. Nesta perspectiva aproveito para mais uma pérola:” No que tange a criação de estereotipos, sem dúvidas, a TV brasileira tem sido muito eficaz em suas novelas, comerciais, e até na imagem ilusória de um Brasil soberano e bem sucedido.”
    Bem , para aqueles que NÃO entendem bem da coisa, devemos explicar que as novelas, bem como a publicidade brasileira refletem a realidade atual do BRASIL. O mesmo vale a crítica rasteira á publicidade daqui,seria didático explicar que nenhuma empresa investe um centavo em publicidade fora de contexto social ou histórico dos mercados em que atua, e que elas são para segmentos de mercado daqui deste lado do atlântico, os quais ela espera retorno. Se são vistas por outras culturas, é mero acaso.
    Sem falar da , ai sim , tentativa de humilhação do final da frase:”imagem ilusória de um Brasil soberano e bem sucedido.”
    Bem, veja como é o mundo hoje (2012), a Europa quebrou, os USA também, e adivinhe a quem elas vem pedir ajuda?? Ao tal país não soberano e mal sucedido, o tal que hoje é a sexta economia do mundo, que possui um PIB que ultrapassa a casa do TRILÃO de dólares, que conseguiu aumentar a classe média para 52%, retirando 40 milhões da pobreza, entre outros logros sociais e econômicos.
    Aliás, sobre humilhações, você como idealizador do projeto concorda que um comentário como o abaixo como este deva ser publicado?
    “Rezo para que os angolanos esqueçam esse maldito país chamado Brasil. O Brasil e os brasileiros não são referência para nada: falsos solidários, mentirosos, oportunistas, safados, pilantras, ignorantes, analfabetos… iguaizinhos ao presimente Lula. A rede de TV do Brasil simplesmente transforma todas essas “qualidades” dos brasileiros em produtos de consumo, invertendo os valores onde uma piranha qualquer pode virar apresentadora de programa infantil (ou não) e um guarda de zoológico pode virar dono de emissora de TV (tipo “um Ronaldinho dos negócios”) desde que o pai dele seja o ditador da vez…”
    Ditador da vez???? HÁ!HÁ! HÁ! HÁ!
    É bem possível que aceitar um comentário com tal nível de agressividade seja prática normal na áfrica, se fosse um foro nosso…bem, deve ser o tal choque cultural. E olha que boa parte da cultura brasileira nasceu em ANGOLA, bem como muito do nosso DNA veio dai, vai ver que é por isto que somos falsos solidários, mentirosos, oportunistas, safados, pilantras, ignorantes, analfabetos…
    Um abraço

  35. Michell Niero says:

    Olá Luiz,

    Concordo plenamente em ser publicado, pois não se aprimora a cidadania, a democracia, a república e o estado democrático de direito apenas com bons exemplos. O mal exemplo pode e deve ser apresentado para que este seja submetido ao crivo social. Não acredito em uma sociedade que se aprimore apenas por uma paisagem social higienizada e politicamente correta. Sou defensor canino do contraditório, mesmo que este se apresente, como você bem colocou, por espasmos de passionalidade, de incoerência ou de qualquer um destes sentimentos bastante humanos que eu e você também possuímos.

    Neste espaço, não publicamos apenas difamações e calúnias de ordem pessoal. O resto é plenamente aceito e debatido, preferencialmente, com civilidade.

    Um abraço e obrigado mais uma vez pela visita.

  36. Michell Niero says:

    Aproveito também para deixá-lo à vontade para que seu ponto de vista seja submetido ao crivo de nossos leitores. Caso tenha interesse pode nos enviar artigos opinativos na hora que quiser. Caso esteja dentro de nossa proposta de lidar com a complexidade cultural existente na comunidade de países/territórios de língua portuguesa, ele será bem vindo.
    Nosso projeto é colaborativo e celebra, antes de tudo, a dúvida.

    Um abraço

  37. Luiz says:

    Olá Michel,
    Primeiramente agradeço o convite, e pode estar certo que em um futuro bem próximo é bem possível que esteja lhe enviando algo.
    Concordo contigo que a diversidade de opiniões é o que nos enriquece, e principalmente quando são opiniões com embasamento, que você bem colocou. O que é difícil de engolir é calunias difamações ou agressões espontâneas de pessoas que por motivos diversos, que vão da frustração pessoal até a interesses de grupos políticos diversos. É como disse a uma estagiária no ano passado: o problema da internet é que ela, principalmente por aceitar o anonimato, vem se transformando em uma tribuna de insultos ao invés de ser um meio poderosos de comunicação e de propagação da cultura. Ou seja, infelizmente tem muitos que tentam transformar os espaços dos blogs na versão on line do que escrevem nas portas das latrinas .
    Se outros leitores não concordarem com algum ponto de vista meu, isto faz parte do jogo democrático ao qual já estou acostumado, inclusive como responsável legal por jornais. Só espero que tenham algum sentido as críticas, que possam ser de um bom nível e que não sejam meros “achismos” vazios, agressões debilóides ou demagogias baratas.
    No mais, parabéns pela iniciativa do PATIFÚNDIO, sucesso e um forte abraço
    Luiz

  38. Adibel says:

    Meu caro “Luiz” primeiramente agradeço pelas criticas e em segundo lugar fico grato pelas dicas e delas pude perceber a falta de humildade de vossa senhoria mas contudo é lovavel que vindo de alguém que se considera “O PAI DA COMUNICAÇÂO SOCIAL”

    É bem verdade é o texto acima foi escrito em um momento não tão favorável e sem uma releitura mas para responder aos críticos de plantão farei questão de (re)dita-lo.

    Ora pós o que posso lhe dizer sobre o que chamas de “achismos” vazios, agressões debilóides ou demagogias baratas. “Convencionalismo não é moralidade. Fisofia barata não é ciencia. Atacar os primeiros não é agredir as últimas. Arrancar a máscara do rosto de um sofista não é erguer mão socrates contra a organização da polis. O que quero dizer é que essas coisas e fatos são diametralmente opostos; tão distintos como o vício da virtude. As pessoas muitas vezes os confundem, se achar critico não te da o direito de ser vechatorio preconceituoso é que reformula criticas sob perspectivas arrogante. Não se deve confundir opinião com carácter ou maldita profissão ou ocupação profissional como queira. Não sei a sua idade e tão pouco me interessa mas com o respeito que lhe devo peço que não se deve tomar a aparência pela verdade; não se deve substituir a opinião de outrem, que vive e convive, por tacanhas doutrinas ideológicas, que apenas tendem a ensoberbecer e glorificar uns poucos. Existe — repito — uma diferença; e é uma critica, e depreciação, estabelecendo ampla e nitidamente uma linha de separação entre eles. Pra terminar quer reforça: “Quem passa um dia em Luanda sabe quais os rumos para esta cidade e até que ponto a tal comunicação social que alguns tendem a embelezar faz nesta cidade”. Me arrisco a dizer que os reflexos da rede G em Angola são extremamentoria em seus muitos aspectos negativos.

    Bem haja!!!

  39. Luiz says:

    Adibel,
    Primeiramente quando me referi a “achismos” vazios, agressões debilóides ou demagogias baratas referiame às críticas de leitores, não ao seu texto.
    Mas me diverti muito em saber que veja como “O PAI DA COMUNICAÇÂO SOCIAL”. Meu caro, devo ser mais velho que você, mas quando eu nasci a comunicação social como saber humano já era coisa velha, apenas a estudei, e continuo estudando.
    Outra coisa é escrever em tom de filosofês algo como:” Arrancar a máscara do rosto de um sofista não é erguer mão socrates contra a organização da polis. O que quero dizer é que essas coisas e fatos são diametralmente opostos; tão distintos como o vício da virtude”.
    Um texto destes é que me parece ter sido escrito com a pena da arrogância.
    E uma coisa que aprendi com a minha profissão “maldita”, é escrever para ser compreendido, afinal, para muitos que nunca experimentaram o prazer de ler nada sobre filosofia e seu liguajar, um texto assim escrito soa por demais inteligível, sabe, parece pedantismo, e para aqueles que o compreendem, soa ridículo.

    Concordamos com uma coisa:”…se achar critico não te da o direito de ser vechatorio preconceituoso é que reformula criticas sob perspectivas arrogante”, será que coisas como : …e até na imagem ilusória de um Brasil soberano e bem sucedido” refletirem sob seu prisma algo nem um puco vechatorio e arrogante?
    Sabe Adibel, também não sei sua idade e dela pouco me interesso, mas já que ficou grato por críticas que pude escrever, perceba:é uma coisa tremendamente ofensiva é escrever algo semelhante sobre a terra dos outros e em um texto onde milhares terão acesso na internet, e pior, quando a outra parte é irmã. Já pensou um angolano se deparar com um texto brasileiro chamando os angolanos de iludidos por acreditarem no sucesso de seu país? Duvido que tenhas lido coisa semelhante na UNITAU ou na PUC-SP

    Da mesma forma ao ler seu texto pude perceber duas coisas curiosas:
    “Não se deve confundir opinião com carácter ou maldita profissão ou ocupação profissional como queira. Não sei a sua idade e tão pouco me interessa mas com o respeito que lhe devo peço que não se deve tomar a aparência pela verdade; não se deve substituir a opinião de outrem, que vive e convive, por tacanhas doutrinas ideológicas, que apenas tendem a ensoberbecer e glorificar uns poucos” Realmente não há uma grama de arrogância em seu ser.
    1- Madita profissão??? Meu deus!!! Prefiro nem comentar sobre esta bendita gafe.
    2- Já que está estudando Ciências Socais, um saber acima das malditas profissões, creio que poderia ler melhor sobre as ideologias que levaram o século XX a nos legar tanto ódio, preconceito e xenofobia, afinal se você pudesse ler o Pravda ou o Volkisher Beobachter perceberia como as ditaduras ideológicas tendem a ensoberbecer e glorificar uns poucos, bem como através da propaganda ideólógica fazer a mentira tomar a aparência de verdade.
    Mas isto é coisa de jornalistas, uma profissão maldita. Pior que pelo que você disse, Luanda deve estar infestada de malditos colegas meus.
    Do Führer da comunicação, Bem haja para você também !!!!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  40. Adibel says:

    Pois sim,definitivamente não estamos falando de mesma coisa e tão pouco do mesmo assunto se sentiu ofendido eu lamento.

  41. Luiz says:

    Não me senti nem um pouco ofendido.

  42. Gilson Barbosa says:

    Os angolanos são um povo irmão. Também escravizado, também explorado, pobre e com baixa instrução,que sofreram com a colonização dos galegos e agora vem sofrendo com um dos piores índices de corrupção do mundo. Não fossem tão condescendentes com os canalhas que os governam, já teriam saído do buraco há muito (como o brasileiro).

  43. Antonio Tostes says:

    Podem até ser um povo irmão, mas um irmão que vem estudar em nossas terras e que cobertos de ressentimentos aproveitam par falar mal de nossa cultura e nosso povo. Eu fiquei verdadeiramente ofendido com as opiniões primárias e preconceituosas deste texto e de alguns comentários que para mim demonstram inveja e ressentimento cultural.São caluniosos e difamantes mesmo,concordo com os comentários de Luiz, nenhum africano tem o direito de criticar nosso país,usam a globo como pretexto para nos atacar pelas costas, ainda nos acham iludidos por sermos a sexta economia do mundo e ousarmos procurar nosso espaço no mundo globalizado. Este texto deveria ser publicado pela grande imprensa, para acordar nosso povo que recebe qualquer um de braços abertos,pior ainda quando vem para cá a custa de bolsas de estudo,comem e dormem as custas de nosssos impostos para nos ofender de forma arrogante e blasé, agem como um cavalo de tróia cheio de guerreiros ressentidos. O governo federal deveria ler um texto destes para repensar esta aproximação com o terceiro mundo. Se é esta a visão que os estudantes africanos tem do Brasil, pois que fiquem lá e que falem mal ou bem de seus paises, que não nos importam de nenhuma forma.

  44. A propósito de seu último e desnecessário comentário, caro Antonio Tostes, devo lhe informar que todos os comentários enviados neste espaço são submetidos a prévia moderação e possível aprovação, o que é plenamente compatível com a democracia e o republicanismo. Teu comentário realizado ontem, embora carregue opiniões e princípios que chocam-se frontalmente com esta publicação, foi publicado hoje para apreciação de nossos leitores.

    Ressalto que, tanto as colaborações quanto os comentários publicados aqui são de inteira responsabilidade de seus autores, inclusive juridicamente. A livre expressão, arbitrada pela nossa política de comentários, e a presença do contraditório continuam assim sendo respeitados para o bem do aperfeiçoamento da democracia e da livre circulação de ideias.

    Grato,

    Michell Niero

  45. Antonio Tostes says:

    publicou finalmente o que censurou? era o mínimo que esperava de uma pessoa que afirma não acreditar que uma sociedade que se aprimore apenas por uma paisagem social higienizada e politicamente correta. A prévia moderação politicamente correta é um fascismo que significa publicar críticas apenas quando estas são dirigidas a pessoa, ao país ou a cultura dos outros,isto é usar de chauvinismo disfarçado de censura. Será que os brasileiros lendo as agressões gratuitas a qual nosso país vem sendo alvo em blogs de países que se dizem amigos e hermanos não tem o direito de se expressar contrariamente?? pelo visto fomos muito legais aturando as pancadas que vem de nossos amigos do MERCOSUL e áfrica, todos do tipo com amigos como estes não precisamos de inimigos. da minha parte afirmo e reafirmo o que disse no meu comentário, e digo mais desnecessário é um deslumbrado vir ao meu pais fazer críticas superficiais a nossa cultura ou seja lá o que for. Se não gostou, a porta da rua é serventia da casa. publique meu comentário se acredita em seus princípios verdadeiramente.

  46. Caro Antonio,

    Após ler tudo atentamente e digerir seus argumentos concluo que o sr. deveria se encantar mais com a opinião contrária. Nem tudo que vai de encontro ao que pensa é motivo de piche, de reacionarismo, de berros gráficos. Lembre-se que um ponto de vista é apenas a vista de um ponto. Não há verdade absoluta tanto no que o sr. argumenta, quanto no que o autor deste artigo que tanto lhe incomodou coloca. E se o sr. tem tanto a dizer e colaborar para um país mais justo saiba que este projeto é uma tribuna aberta. Sinta-se a vontade em enviar artigos para nós. Mas lembre-se, aja com respeito, pois muitos pontos deste seu comentário me causaram certo espanto.

    Vivemos em um estado onde a presunção da inocência e garantida por cláusulas pétrias, ou seja, são constitucionalmente imexíveis. Ou seja, quem acusa é quem deve provar a culpa do outro. E aqui não há meio termo. É isso e ponto.

    Neste seu comentário há pelo menos três acusações que julgo serem graves. A primeira é de que censuramos seu comentário. Gostaria que houvesse provas disso, já que, como acusante, há que se ter provas. Caso contrário trata-se de calúnia.

    Em segundo lugar, trouxe à tona o argumento de que este é um espaço simpático a princípios “fascistas”. Novamente gostaria que o sr provasse.Caso contrário, trata-se de difamação e atentado a honra.

    Em terceiro lugar, o sr. coloca que ofendemos gratuitamente brasileiros. O conceito de ofensa e de gratuidade me parecem distorcidos ou mal colocados. Caso queira, sinta-se a vontade em recolocar tais palavras pois entendo que foi escrito numa fúria de momento O que para o senhor é ofender? É ir contra a seus argumentos? É criticar, mesmo que este colabore de algum modo consigo? É expor situações cotidianas, é discutir? Enfim, ofender gratuitamente é expressar desagrados, sentimentos, impressões de um estrangeiro em um novo país?

    Diferentemente do totalitarismo que o sr nos compara, aqui não impomos verdades absolutas. Não tenho nenhum remorso em publicar artigos que, muitas vezes, possuem argumentos dos quais não concordo (este, por exemplo, possuem pontos que também não concordo). Não posso censurar o outro a partir de meus princípios, mas devo, sempre que necessário, evitar que a nossa Constituição, o nosso código civil e nosso código penal seja desrespeitado. O sr, que parece ser um patriota, deve concordar comigo.

    E aos africanos (que na verdade são angolanos, moçambicanos, caboverdianos, bissau-guineenses) críticos de forma construtiva ao Brasil, mas que também cansam de exaltar as coisas boas dessa terra, a estes apenas folgo e comemoro pela isenção. Não é porque o governo ou uma instituição privada colabora com a formação deles que devemos calar a boca. O contrário disso eu chamo de “rabo preso”, expediente feito por muitos políticos dessa nossa terra. Talvez seja por isso que tantos políticos sujos continuem sendo prestigiados pelas urnas. Esse seu “nenhum africano tem o direito de criticar nosso país” apenas leva a isso. Ao rabo preso, à compra da boca calada, da obediência, do “tudo está certo porque ele me ajuda”. E que se dane a gratidão se for necessário denunciar, reivindicar, criticar de forma construtiva. Devemos lutar, sim, contra os jagunços que atuam por ai matando gente que aguerridamente busca denunciar os malfeitos destes caras.

    Deste modo, espero contar a partir de agora com o mínimo de respeito e tolerância da sua parte. Caso contrário, serei obrigado a não aceitar mais suas colaborações. E, sim, entendo que seus comentários sejam colaborações. E espero que continuem sendo. Da minha parte, contará sempre com o respeito ao que pensa, embora não concorde.

    Obrigado.

    Michell Niero

  47. Antonio Tostes says:

    senhor Michel, primeiramente não tenho rabo preso com político, com corruptos, empresários ou governante algum para ser o passivo conformista e otário do tipo que se presta à compra da boca calada, da obediência, do “tudo está certo porque ele me ajuda” e outras aberrações. Até ai OK.
    Mas fica a pergunta: o que preceitos do direto romano, jagunços e politica de coronéis tem a ver com o que escrevo? Resposta NADA! Agora quando me refiro a censura me refiro ao fato de que meu comentário ter sido defenestrado da primeira vez que escrevi, sendo publicado após um segundo comentário que enviei, mas asseguro que se fosse do teor de concordância de outros como José de Albuquerque ou Geraldo e outros seria louvado, ou se eu atacasse o Brasil gratuitamente como o tal Emerson seria canonizado. E por falar em processos, o que achas do comentário injurioso e calunioso dele, não seria este sim passível de injúria? E por ser patriota minha postura em concordar que devemos evitar que a nossa Constituição, o nosso código civil e nosso código penal seja desrespeitado, mesmo por este brilhante comentarista responde as suas questões a mim formuladas, as quais as mesmas o faço: O que para o senhor é ofender? É ir contra a seus argumentos? É criticar, mesmo que este colabore de algum modo consigo? É expor situações cotidianas, é discutir? Enfim, ofender gratuitamente é expressar desagrados, sentimentos, impressões de um estrangeiro em um novo país? Já que este senhor teve seu comentário publicado com SEU consentimento. Ou será que os argumentos dele eram bem intencionados e democráticos?
    Da mesma forma não ofendi nenhum país africano, nem poderia ter criticado os pois nem sei nada que se passa nestes lugares, apesar da simpatia que tenho por estas nações.
    Obrigado

  48. Caro Antonio,

    Se não tem nada a ver, deixo que outros leitores tirem suas próprias conclusões.

    O fato é que o sr. não conhece o funcionamento de um site, de um blog,tampouco se atém a debilidade de nosso código de leis, que é absolutamente despreparado para atender as demandas vindas da era digital.

    Antes de tudo, todo novo comentarista tem seu primeiro comentário retido pela moderação. E isso é feito automaticamente, a partir da análise do IP de seu computador. E sim, isso é necessário e explico o porquê.

    Se teu comentário tivesse ofensas racistas, nazi-facistas, xenofóbicas, se por acaso ofendesse gays, nordestinos ou alguém em especial (e sim, isso ocorre frequentemente), e se um indíviduo ou instituição se sentisse ofendido ao ler, este comentário perante a nossa justiça poderia se configurar em “co-autoria” do responsável pelo site ou até mesmo em “apologia” a estas práticas, já que, para o jurista, é como se eu concedesse espaço para atos hostis e bárbaros desta espécie. Casos envolvendo o Google, o jornal Folha de SP e outros serviços/veículos de comunicação demonstram com bastante clareza o que estou falando. No caso da Folha, até para se resguardar, eles colocam abaixo de cada comentário que “O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem”. Isso foi necessário pois eles têm tido problemas na justiça com aquilo que tem sido comentado nas notícias.

    Como novo comentarista, seu primeiro comentário ficou retido e depois de uma rápida averiguação foi liberado. E sim, demorou cerca de 24 horas para ser publicado pois mantenho este projeto sem ganhar um caracol se quer. Muito pelo contrário, tiro do meu bolso para que o sr. possa se expressar. Para ganhar a vida trabalho como jornalista, o que faz dessa atividade algo em segundo, terceiro plano, e isso quando sou bem otimista.

    Obviamente que as questões relacionadas a calúnia e difamação foram uma provocação moleca da minha parte. Jamais iria processá-lo. Mas peço que antes de tachar este espaço como “fascista” e de me chamar de “censor”, seria altamente interessante o sr. utilizar seu patriotismo para entrar contato com os legisladores que o representam nas casas de leis deste país para que nossos códigos civis e penais sejam modificados em prol de um julgo mais claro. Daqui você só obteve liberdade para se expressar, e se quiser, não se contente em olhar pela janelinha. Participe ativamente deste projeto se acredita na sua opinião e no seu ponto de vista.

    Acredito que agora fui mais claro.
    Esse é o Brasil que nem é seu, nem meu, tampouco dos angolanos, embora a gente carregue ainda alguma esperança de que um dia seja.

    Obrigado,

    Michell Niero

  49. Antonio Tostes says:

    o que questiono é o porque desta infelicidade gestada na mente do cara que diz se chamar emerson ter sido publicada, não é o caso de se criar polêmicas sem fundamento ou sentido, sei muito bem como funciona um blog, da mesma forma que não pretendo voltar ao assunto de um comentário feito por uma pessoa despreparada, ou frustrada para o convívio social. Não sou psicólogo e muito menos psiquiatra para perder tempo com um elento destes, mas fica meu comentário de que o uso de bom senso pode evitar a publicação de fanfarronices excusas, que nada ajudam a excelente relação de amizade e cooperação de nações irmãs como o Brasil e Angola. afinal se uma palavra mal colocada pode criar uma “casa de caboclo” dentre irmãos, creio que as tolices imaturas proferidas por alguns comentaristas infelizes deveriam ser limados mesmo. da mesma forma aconselho ao autor do texto que procure falar mais de sua cultura, daquilo que entende e tente ser pelo menos imparcial. eu mesmo detesto a programção atual desta emissora, mas como tenho liberdade de escolha prefiro mudar de canal a maldizer poracrias como o BBB. aliás, esse negócio de pixar a globo já ficou sem graça aqui. é coisa de políticos derrotados que tem de atribiuir seu frasso eleitoral a alguém. A globo sempre fica do lado de quem venceu, portanto os que estão no poder hoje e mnatem relações pra lá de amistosas com este veículo,já foram críticos ferrenhos no passado, hoje não há ninguém no planalto que fale mal desta emissora, quando no passado falavem até em CPIs.e quando for publicar um texto, não cometa o erro de faze-lo, não o faça de qualquer jeito após o ter escrito em um momento não tão favorável e sem uma releitura, isto é fatal.

  50. O sr. já parou para pensar que muita gente pode achar também que o seu ponto de vista é uma grande fanfarronisse, um atentado ao bom senso, um gesto de pessoa despreparada e frustrada, uma figura merecedora de censura? Pois então porque o sr quer censurar a opinião contrária a sua? O sr. teve o direito de se expressar como todos os outros que não feriram nosso código de leis. Não podemos esconder as diferentes versões de um mesmo fato que circulam na sociedade civil brasileira por mais que te incomode (e a mim me incomoda muita coisa também, há sempre um tirano dormindo em nosso estômago).

    Não dá pra entender mais nada. Até pouco tempo atrás o sr. me chamava de censor pra cima e agora questiona o porque não evitei a publicação de “fanfarronisses excusas”. Parei. Melhor desistir. E outra coisa: imparcialidade não existe. Não existe discurso isento de valores, tomadas de partido, conceitos e preconceitos. A primeira aula de um bom curso de comunicação mostra isso. Esquece esse troço que esses jornalistas de gravata, cagalhões de regra, ficam dizendo por aí. É bonito, soa bem mas é mentira.

    Quanto a essa história de por na conta da Globo, concordo contigo. A Globo impõe, seduz, mas é também resultado de uma dinânica social que aceita o que ela diz. Somos menos vítimas e mais cúmplices do que ela faz.

    Um abraço.

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