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O aluno lê mal. Então, quem é o culpado?

por
admin@areadeletras.com
8 de December de 2008

reader O aluno lê mal. Então, quem é o culpado?

Grande parte do problema começa a partir do momento que o aluno entra na sala de aula e se depara com um professor que se nega a exercitar oralmente a compreensão do mundo em benefício de um programa que tem que ser fielmente cumprido

Discordo totalmente quando fazemos esta pergunta no singular e, vou mais longe, discordo da palavra “culpado” quando se trata de tentarmos entender porque formamos maus leitores. Na sala dos professores, é unânime a acusação de que o professor de português é o responsável direto pelo vasto número de analfabetos funcionais do país.

Logo, diante de tais afirmações, podemos pressupor, mesmo erroneamente, que os outros professores não fazem uso da língua escrita ou falada para transferir os seus conhecimentos e que toda a aprendizagem da língua passa única e exclusivamente pelas parcas aulas de gramática e texto estipuladas pelos programas para o ano letivo.

Antes de qualquer coisa, é importante lembrar que a leitura não se restringe somente ao ato de decodificar sinais que, associados, produzem sentido. Ler é extrair de um texto informações essenciais ao indivíduo para que ele amplie sua formação cultural e, assim, possa interferir no mundo em que vive. Entretanto, o que se vê é um número cada vez maior de pessoas que, frente a esta tarefa, são incapazes de sequer extrair o conteúdo básico e sobre ele versar de forma natural. São estes os casos de analfabetismo funcional.

Temos um problema que não é exclusivamente privilégio do Brasil, o segundo país em número de leitores da América Latina ( 2,5 livros por habitante ao ano ), já que a França, o maior número de leitores do mundo (7 livros por habitante ao ano), em pesquisas feitas pelo ministério da educação de lá em 1990, identificava o analfabetismo funcional como um dos grandes problemas de ensino, conforme divulgou a revista “Le point” de outubro daquele ano com uma reportagem de capa com o título “a leitura em xeque”.

A quantidade de textos lidos não entra diretamente em discussão, pois se sabe que o aluno lê, embora fique ainda por saber exatamente o quê e com que freqüência. A qualidade do que é lido entra em xeque nesta estória com a declaração que há muita “porcaria” no mercado editorial brasileiro. Esta observação é procedente, entretanto, devemos ponderar que este fenômeno está diretamente ligado à enxurrada de edições no mercado editorial brasileiro. Temos hoje um grande volume de publicações resultantes de uma maior facilidade econômica em operar neste tipo de atividade. A questão da qualidade deve ser muito bem analisadas, pois as publicações ruins não se encontram só nas bancas de jornais, como muitos pensam, mas, inúmeras vezes, nas prateleiras de editoras de “nome” também.

O fato é que a realidade do universo a ser “lido” mudou.

Poucos se deram conta que, do advento da televisão à invasão da informática no dia-a-dia dos alunos neste fim de século, os conceitos de texto se expandiram em múltiplas possibilidades de manifestar o conhecimento e manipular a linguagem humana. Diante das inovações e ponderações que nos afiguram neste momento, fica uma pergunta a ser respondida:

Quais são as propostas para mudar este quadro no Brasil?

Propostas mágicas são produto daqueles que se afogam numa utopia estéril ou, deliberadamente, agem de má fé, pois o que há pela frente é um longo trabalho de reflexão sobre a linguagem e que abranja todos os níveis do conhecimento escolar. Um trabalho interativo e consciente dos professores de todas as áreas. Só serão obtidos resultados efetivos na aprendizagem da leitura quando os intervalos aulas forem utilizados pelos docentes para trocar experiências sobre o trabalho de leitura em sala, ao invés de promover o eterno “sábado de aleluia”, malhando sempre o mesmo Judas, o professor de português.
Afinal de contas, todas as matérias se valem de textos escritos em língua portuguesa para trabalharem seus conteúdos.

Se o meu aluno lê mal, se não entende o que lê, a culpa seria única e exclusivamente das aulas de gramática nos apertados horários semanais do ano letivo?
Eu, pessoalmente, creio que não.

Grande parte do problema começa a partir do momento que o aluno entra na sala de aula e se depara com um professor que se nega a exercitar oralmente a compreensão do mundo em benefício de um programa que tem que ser fielmente cumprido. Ou seria “convenientemente” cumprido? Afinal de contas, é muito mais fácil colocar a culpa no livro didático e acusar a grade curricular, o programa de matérias do que se assumir como responsável pelo não êxito dos alunos.
Tempo para discussão em sala de aula não é tempo perdido, é investimento em consciência crítica. É importante promover debates sobre os temas, feiras de culturas, atividades extracurriculares (jornais, revistas, teatro…) sobre as matérias para que o aluno perceba a integração entre o mundo e a realidade escolar. O primeiro passo para a expressão escrita é a manifestação oral do conhecimento.

Isso sem levar em conta que a baixa valorização do profissional de educação, entre outros fatores, criou uma geração de professores que não tem acesso, eles próprios, a livros e desenvolveram uma aversão à leitura.Como cobrar de nosso aluno uma postura de leitor se nós mesmos não a temos?

Somente através de uma mentalidade mais integrada que objetive não somente apontar “culpados”, mas buscar soluções para os problemas em uma ação integrada entre as áreas de ensino é que trataremos da questão da leitura como um processo não isolado e desconexo do universo do aluno, mas intrínseco e indissociável da qualquer matéria da grade curricular. Só assim se construirá um instituição de ensino democrática e que, realmente, atenda aos anseios de uma sociedade cada vez mais carente de bons leitores, consequentemente, cidadãos conscientes.

 O aluno lê mal. Então, quem é o culpado?

Marcelo Leite

é Doutor em Língua Portuguesa pela UFRJ, professor, pesquisador, Coordenador do Curso de Letras da USS e Diretor do CEFLCH. Assina os blogues Saco de Filó e Falando de Língua.

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27 comentários

  1. Excelente reflexão.

    Apesar da ponderação espicificada em determinada parte do texto, ainda assim discordo que haja muita coisa ruim na produção literária brasileira ou nos diversos livros produzidos fora do país, mas que estão nas estantes de qualquer banca de jornal. O preço, apesar de ser muito inferior dos praticados tempos atrás ainda é um problema. Mas há bibliotecas e outros meios que podem facilitar o acesso, mas que infelizmente não são utilizados.

    abraçosssss

  2. Bom, tocaste num ponto nevrálgico. Existem culpados sim, ouso dizer que são os pais. Escola é complemento. Educação vêm de berço, de casa. Mas como esperar isso de pais analfabetos? O problema do Brasil é sério. Seríssimo. E tratado como lixo.

    Quanto mais conheci do mundo, mais me convenci que procriar é loucura.

    "Preguiça" do Ultraje à Rigor exemplifica bem o que quero dizer… :)

    Abraços e parabéns pelo artigo.

  3. Fiquei uma semana fora do Dihitt e vejo quanto é bom retornar aqui. Só hoje refleti sobre a função do Estado, sobre liberalismoX keynesianismo e agora vejo uma boa participação da comunidade neste artigo muito bem escrito pelo profº Marcelo Leite, novo colaborador do Patifúndio. Agradeço muito a todos vocês.

    A leitura é um assunto tão complexo que deveria ter um ministério destinado somente a isso. Acredito que leitura não é somente ler um livro e entendê-lo; leitura é leitura de mundo, dos interesses que estão por trás de um jornal, leitura é saber entender o outro em sua complexidade social, cultural, religiosa etc etc etc.

    Creio que não exista somente um culpado, mas a escola, infelizmente, vem se tornando um grande centro de primeiros socorros da sociedade, quando na verdade o trabalho a ser feito por ela deveria ser complementar a uma formação vinda da família e da comunidade. O governo paulista, por exemplo, instituiu ontem numa sessão extraordinária do câmara dos deputados gratificações a professores com melhor desempenho na rede pública. Ora, como criar um modelo de disputa (tipicamente neoliberal) a um sistema de ensino completamente desigual, onde a escola pública do bairro rico tem um entorno muito mais desenvolvido que a do bairro pobre?

    Afinal, que estrutura familiar, que formação acadêmica, que condições de acessibilidade da professora dos Jardins (bairro nobre paulistano) e da professora do Grajaú (bairro mais pobre de SP)? E as condições do bairro onde escola está? Será que o saneamento básico nos Jardins ainda é um problema s ser resolvido?

    Jogar a culpa nos professores, unicamente neles, pelos números alarmantes que vem sendo divulgados sobre a leitura dos estudantes é uma tirania que vem sendo colocada, com todas as linhas, pela secretária de educação de SP. É um assunto complexo que, repito, deve envolver não apenas que está na escola mas que mora no entorno dela.

  4. Assino embaixo. Belo comentário, parabéns!

  5. Certamente, a questão passa também pela esfera cultural. Não fomos acostumados a realizar grandes mudanças, revolução nunca foi o nosso forte. Nosso ponto forte é dançar conforme o ritmo da música, somos continuistas de um modelo que nos foi imposto lá atrás, na época das capitanias. Isso é grave pois esconde uma série de problemas estruturais empurrados com a barriga por mais de 500 anos.

  6. Uau! E que músicas! :)

    E que convenhamos, a mídia instituída nunca questionou… Os problemas estruturais. A verdade é que cada um faz o que bem entende e quem não gostar leva bala.

  7. Infelizmente, não temos políticas públicas sérias para o setor, porque não há interesse na formação de pessoas "letradas" e com apurado senso crítico.
    Atualmente o "politicamente correto" não permite ao professor nem mesmo corrigir a redação de seu aluno, pois poderia bloqueá-lo, traumatizá-lo… Daí aceita-se tudo o que ele escreve.
    O modelo atual é excludente, pois a maioria dos professores da área de humanas ao serem radicalmente contra o modelo neo-liberal, optam por uma educação que não promove o conhecimento, mas nivela todos "por baixo",socializando a ignorância. Nesse caso, o mérito não é levado em consideração.
    Em nome da utopia, estamos falhando na Educação de nossos jovens.

  8. wLADIMIR says:

    Na minha opinião, não existe culpados, apenas falta de esforço pessoal da pessoa!!!

  9. O problema é de todos: pais, escola e do próprio aluno. É preciso uma conscientização coletiva para mostrar que ler e estudar não é perder tempo. O brasileiro é preguiçoso e muito acomodado. Se aqui está bom fico aqui, para que avançar? Nós gostamos tanto de destratar os argentinos, não? Pois bem, eles estão numa situação bem melhor do que a nossa. Basta ver a que a taxa de analfabetismo lá é quase nula e o povo é muito culto. Meu pai esteve várias vezes em Buenos Aires e se disse admirado ao número de bibliotecas ou lugares culturais. Ele me disse que é a mesma quantidade para o bares e botecos espalhados pelo Brasil.

  10. Ileniel says:

    Ignorando um pouco as premissas do texto de uma observação interessantissima, porém nada de novo há, apenas a concisão daquilo que já era de conhecimento geral.
    O Aluno não lê mal, ele NÂO SABE LER! E isso tudo tem apoio dos pais, das escolas(por incrivel que pareça), dos amigos, da televisão e por fim dele mesmo. O habito de ler é como escovar os dentes ou mesmo de tomar banho, desde cedo que se ensina, porém pode ser como ensinar a andar de bicicleta, sempre é tempo. e para os que se regozijam com a leitura, por favor apartem de mim estes malditos que ficam a ler porcarias indicadas pelas revistas semanais, ou pelos idolos da televisão(estas pragas não lêem nem bula de remédio). Uma das coisas que mais adora é quando me reuno com os meus amigos para jogarmos xadrez na livraria e conversarmos sobre este ou aquele outro livro, e debater o seu teor e o seu autor(ainda bem que somos todos cientes das porcarias de P.Coelho), situação esta que não ocorre em determinados grupos que tambem frequento, porque estes outros não possuem a tendencia aliteratura, pois alguns no grupo zombam e debocham dos que gostam desta pratica, sendo chamados de nerds… O aluno não lê mal, o brasileiro não lê mal, infelizmente somos divididos em tres partes: os que não lêem, os que pouco lêem, e os que adorariam ler mais um pouco mas vivem a mercê dos abusivos preços das editoras, e ainda querem falar mal dos leitores.
    O ideal seria ensinar a cultura no seu todo… eu tambem adoro ver bundas e peitos, mas sei que um dia isso tudo se esvairá, e depois o que restará?
    qualquer coisa ileniel@hotmail.com

  11. andre says:

    mas que baita blog, tche…até fico constragido. so cabeças. sou um suburbano fudido. mas valeu a clicada. vai la
    http://www.blogdaincerteza.blogspot.com
    tomara que voce nao vomite. sou um analfabeto bem intencionado.

  12. filipe says:

    Tá TUDO errado!!! Escola,sistema de ensino,oa pais.o próprio aluno!!

    http://wwwpicoledechuchu.blogspot.com/

    Passa lá!

  13. Um dos grandes problemas para a pessima leitura dos brasileiros e que não existe o incentivo, são poucos os professores que incentivam os alunos a descobrir o maravilhoso mundo da leitura, agradeço muito a uma professora minha que teve a felicidade de me incentivar a ler, se hoje sou um leitor e graças a ela!!

    abraços e parabens pelo blog, desculpa o comentario rapido, mas voltarei mas vezes!!

    abraços

    Mijei de Rir – Alegria e diversão!

  14. Nataly says:

    Gostei muito do texto. Sempre me pego pensando nessas questões. Estou no quarto ano da faculdade, e só agora comecei a ler os clássicos da nossa literatura. Que descoberta! No colégio, só se ouvia falar. Eu sabia em que movimento se enquadrava o autor, em que ano nasceu e morreu. Mas os temas mais essenciais, a discussão das obras, passava batida. Acho que falta o empurrão, o professor precisa dizer aonde está o valor da obra, aonde o aluno deve prestar atenção, porque ela é clássica, polêmica, invadora. Ler por ler, não adianta; ainda que, menos mal.

  15. Monclar says:

    Olha, acho que falta mais empenho dos alunos. Quando o professor pede para que algum aluno leia, são poucos os que aceitam.

  16. marcio says:

    O culpado e o governo que so rouba!!

    Se puder passa no meu:

    http://paginadacomedia.blogspot.com/

  17. Muito bom este artugo, viu?!

    Também sou professora de português e essas “acusações” me cansam!

  18. Oi, Marcelo!

    Primeiramente, parabéns pelo texto e por ter mais este espaço para expressas as suas idéias. Creio que o problema da leitura atualmente é a interpretação. Decodificar o som das letras e transformá-las em palavras é uma coisa. Entender o que foi escrito é outra. É esse ponto que bato sempre: não basta saber ler, é preciso saber interpretar.

    Abraço,

    =]

    ——————-
    http://cafecomnoticias.blogspot.com

  19. Felipe says:

    Vou falar minha opinião,

    Sou aluno 16 anos, 2° Ano (agora no 3°), etc e digo que 70% da culpa é nossa… os professores fazem o que é pago para eles fazerem, se o aluno não se interessa então o problema é do aluno.

    Eu não leio quase nada e sei que toda a culpa é totalmente minha, mas quando era mais novo lia cerca de 8 livros ao ano. O que me desmotivou foi a fraca literatura proposta pela escola que voltaram a dar bons titulos agora no ensino médio.

    vou fazer a porcentagem de culpa:
    Alunos 60% (interesse)
    Professores/Escola: 20%
    Qualidadade de livros: 10%

    A dica para que leiam mais é os professores passarem livros novos e diversificados, não só romance ou suspense… algo como comédia,… No geral algo curto para que não se enjoue

    um tempo atrás encontrei um blog de uma jornalista, lá ela falava sobre acontecimentos diários de sua vida… Mesmo sendo algo “fraco” me interessou pela qualidade das palavras, algo como se fosse oral porém dentro da norma

    Felipe

    ———
    essa porcentagem de culpa é +- a mesma coisa quando o aluno é reprovado… porem ele nunca se culpa.

  20. Gawaim says:

    Simplesmente caros docentes, parem de “endeusar” Paulo Freire e adotar os metodos tacanhos dele para alfabetizar crianças!
    Retomem o metodo da cartilha (aquele que seus pais aprenderam!) e verão os ótimos resultados.
    Os docentes vermelhos resolveram adotar Paulo Freire como o metodo mágico de alfabetização rápida e eficiente, pois bem o resultado todos estão vendo.
    A maioria dos professores da rede pública aqui no Ceará, estranhamente dizem ganhar mal mas todos tem carros novos! Alguém passar num concurso estadual ou municipal aqui é sinonimo de riqueza, não passa muito tempo e aquele colega de ônibus já está montado no seu carrinho novo e nos oferecendo carona.
    Então o problema da remuneração justa e adequada é relativo!!!!!!
    Agora sem debates ou eufemismos como “mentalidade integrada.. etc e tal”, aqui no Ceará os professores da UFC e UECE por exemplo ganham salários ótimos, mas quem estuda na UFC e UECE sabe que poucos professores tem compromisso com sua profissão.
    E impressionante a má-vontade que demonstram, com raras exceções, quando estão em sala de aula… Agora tem disposição e energia prá fazer greve… até por vagas exclusivas no estacionamento!!!!!!!
    Professores simplesmente devem trabalhar e fazer seu trabalho bem feito!
    Só isto bastaria para resolver tudo.

  21. Primeiramente, adorei o site. Muito bom!
    Agora, quanto a discussão deste texto, a questão de dar nome aos culpados é um pouco complicado, porque, como todos os problemas no Brasil, o problema da leitura é uma bola de neve. Enorme. Falo isso como professor recém-formado, mas que desde os tempos de faculdade vi muitos dos meus amigos de faculdade com uma enorme dificuldade de interpretar textos simples. Então a culpa, se a gente for listar, na verdade é de muitas coisas: o preço abusivo dos livros, a educação precária, na escola pública E na particular, isso sem contar com a nossa mentalidade de malandro, no pior sentido da palavra. Enquanto vemos que bares e botecos se multiplicam cidades a fora, o número de bibliotecas públicas é ridículo. Nós reclamamos tanto que falta educação ao povo mas a maioria dos pais, sejam ricos ou pobres, surpreedentemente, está satisfeita com o ensino dos filhos. A culpa também é dos professores, mas também é de pais, alunos, políticos e da sociedade em geral. O único meio de mudar essa situação é uma reforma não só do ensino ou de distribuição de renda, e sim numa reforma de nossas mentalidades. Reclamamos tanto mas não tomamos atitudes eficazes.
    Mais uma vez, vale registrar meus parabéns pelo site, que é interessantíssimo (e vou colocar um link no meu blog, posso?), e claro, deixem eu vender meu peixe também, até porque eu não sou de ferro:
    http://umblogdenada.blogspot.com
    Abraço a todos.

  22. Parabéns pelo artigo.
    Sou professor de Língua Portuguesa e não sei mais o que fazer para que meus alunos leiam. Leitura livre, obrigatoria, atribuo nota, sem nota. O fato é apenas 10% se interessa por este assunto. O que faço para que meus alunos leiam?

  23. Gawaim says:

    Caro colega Emílio Maciel,
    Você não disse quais são as séries para as quais voce leciona,então tomo a liberdade de fazer uma sugestão que poderá servir para todas. Acredito que se você pesquisar entre eles poderá descobrir interesses juvenis como revista em quadrinhos japonesas (mangás),e assuntos de interesses exclusivos do mundo juvenil(algum tipo de esporte, video-games etc) e a partir daí fazer um trabalho de literatura com base nestes assuntos.
    Despertar o interesse pela leitura deverá ser feito então como um hábito rotineiro, e depois introduzir os chamados clássicos literários.
    Pode ser feito também uma biblioteca de mangás e quadrinhos em geral (São absolutamente corretos quanto a gramática e ortografia!) cada aluno traz um exemplar lido e troca por outro que não leu!
    Que tal?

  24. Yuri Celestino S. Ngular says:

    Só é aluno aquele que vai á escla… Por sua vez na escola encotram os profs. que imperativamente devem ensinar a ler os alunos.
    E se o aluno não sabe ler, não culpabilizar um carpinteiro nem o pedreiro, mas o PROFESSOR…

  25. Yuri Celestino S. Ngular says:

    Sou prof. de Biologia.

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