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Inventamos a nossa própria música

Elisio Leonardo | Elisio Leonardo, Moçambique, Música, traços culturais | Sexta-feira, 25 Julho 2008

MOÇAMBIQUE - Uma das coisas mais interessantes na cultura de um povo é, sem dúvidas, a música. Diz a história que povos muito antigos já usavam música para expressar os seus estados emocionais, e em Moçambique isso não é excepção. A música de Moçambique tem uma caracteristica própria e exclusiva, sendo o “ritmo identidade’’, a marrabenta.

Marrabenta é um estilo musical criado já há muito tempo, e que é tocado exclusivamente em Moçambique. Este ritmo sempre foi considerado antigo, mas isso tende a mudar nos últimos tempos. Eis a história.

Os músicos mais velhos de Moçambique sempre tocam este ritmo de música, ou algo parecido. Mas os mais jovens optavam por estilos de músicas ‘importados’, mas que tinham uma característica só nossa. Quando falo de música importada, refiro-me aos estilos que eu considero internacionais, desde hip-hop( não sei a origem, mas deve ser Estados Unidos), passada( Lá para Cabo Verde), até ao rock. Isto foi assim até uns tempos atrás: RockFellas faziam Rock, Gpro e os outros faziam hip-hop, Neima fazia passada.

De uns tempos para cá, iniciou-se uma certa pressão aos jovens músicos, porque não dignificavam a cultura moçambicana (os ritmos originais estavam se perdendo…), porque isto ou aquilo. Os jovens músicos não queriam( e nem podiam) fugir dos estilos que estavam fazendo, mas também achavam justo dignificar um pouco da nossa cultura original, foi dai que surgiu uma idéia genial: O Dzukuta.

A primeira vez que eu ouvi este termo foi com o grupo Estaka Zero, e confesso que adorei o ritmo: Uma fusão do Hip-hop( o estilo que eu gosto) com os ritmos tradicionais( que são originalmente nossos). O estilo fez sucesso, por ser “mais mexido”, e ideal para pistas de dança (quem não gosta de dançar levanta a mão… ops, eu levantei!).

Como o povo gostou da invenção dos Estaka Zero, outros músicos seguiram a idéia e começaram a se lançar várias músicas neste estilo. Dentre os que mais se envolveram neste estilo, estão o Dj Ardiles,">Ardiles," />Zico e Denny">Denny" />OG, que por mim são os que fazem maior sucesso até agora, pois o projecto Estaka Zero terminou, mas N´Star, um dos membros do grupo é outro sucesso, quando se fala de Dzukuta. Há um outro nome, que não sei se representa o mesmo estilo ou uma variante do estilo, é o Pandza.

É claro que como tudo, nem todos aderiram ao estilo, também, senão Moçambique seria o País onde todos seriam cópia de todos! Alguns até criticaram pelo facto de muitos estarem a se desviar dos seus verdadeiros estilos para o Dzukuta/Pandza, supostamente por este estilo estar a vender bem, ter mais aceitação em eventos. Como se pode ouvir nesta música.

O surgimento do Dzukuta, trouxe uma revolução na cultura de Moçambique, isso contribuiu para a revitalização de todos os estilos que estavam se perdendo( Até o Hip-Hop estava perdendo qualidade!), pois qualquer músico que deseja lançar um álbum em qualquer estilo, conta com a ‘ameaça’ do Dzukuta, e tem de trabalhar duro para ultrapassar este obstáculo. Mas o que se pode concluir é: já inventamos o nosso próprio estilo musical!

Elisio Leonardo é moçambicano, estudante de informática da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, e é autor do site mbila música de Moçambique.

O trouxa na roleta

Michell Niero | Brasil, Michell Niero, Música, cotidiano, traços culturais | Segunda-feira, 14 Julho 2008

para ler ouvindo - Tião Carreiro e Pardinho- A coisa tá feia

BRASIL - A relação do brasileiro com o azar começa cedo, logo na infância. Parte da culpa vem dos pais, a outra se divide entre a cultura, as padarias e os botecos espelhados pelas vilas do País. Jogar independe de classe social, pois há mercado para todos os bolsos, idades, gostos e credos. Do primeiro baralho (aquele jogo do mico), passando pelos bingos nas igrejas e rifas no trabalho, até o mais sofisticado poker em Cassinos pouco vigiados, a cultura da “fezinha” por aqui é brasa forte, seja de forma clandestina ou lícita.

Por aqui, quem foi o rei do baralho vira logo o trouxa na roleta. A música escolhida para a leitura deste artigo é “a coisa tá feia”, dos geniais Tião Carreiro e Pardinho. É mais ou menos isto que eles dizem em certo momento da música. A sabedoria popular permite perceber que desafiar o azar no Brasil é conseqüência de um país onde apostar as fichas na sedução do jogo aparece muitas vezes como a única chance de se deslocar socialmente.

A parede grande e dura do fracasso, quase sempre, é o destino de quem não tem “um puto no bolso”. A sedução do jogo entorpece, principalmente quando envolve a chance de ganhar do outro. E também ganhar algo do outro, geralmente o dinheiro. Mudemos de cenário.

Em uma das minhas muitas viagens de trem, presenciei um grupo de rapazes de meia idade (foto acima) apostando alguns trocados numa partida de truco. Os gritos enlouquecidos a cada rodada, misturados com as ofertas dos pedintes e vendedores, além da sinfonia rouca e maquinal dos trilhos, tudo passava imune ao volume máximo dos meus fones. Na mão de alguns deles, cigarros acesos e latas de cerveja, e eu ali, alérgico e estressado, tendo de conviver com um bando de tios excitados colando o três de paus, um na testa do outro.

Mas voltando à sobriedade jornalística da terceira pessoa, o pior é que essa cultura carrega outros acessórios indesejáveis, como percebemos. Além da bebida e do cigarro, existem também as drogas ilícitas. Não por acaso, temos por aqui o Jogo do Bicho como um dos jogos de azar mais populares e menos sujeitos a fiscalização.

O engraçado é que essa história de jogar na milhar do burro nasceu de uma maneira até inocente. O Jogo do Bicho foi criado para ajudar um zoológico e saiu da cabeça fértil de um bacana da alta roda carioca. João Batista Viana Drummond, o barão de Drummond, listou os 25 animais existentes no seu jardim zoológico e lançou o jogo, estipulando quatro números para cada bicho, que formam as dezenas de 00 a 99. O critério é usado até hoje.

As apostas ‘’beneficientes’’ envolvendo a aristocracia carioca logo chamaram a atenção da lei. Mas demorou um tempo, exatos 49 anos, para que o Jogo do Bicho se tornasse, enfim, ilícito, situação que ocorreu por meio do Decreto Lei 3688 de 1941, que passou a punir com detenção de 4 meses a um ano quem promovesse jogos de azar no Brasil.

A proibição, no entanto, não inibiu a prática, que continuou se afastando cada vez mais dos arredores de Ipanema para viver confinada na periferia, domícilio em que encontrou um público fiel. Os chefes do jogo, os chamados bicheiros, começaram a tornar-se cada vez mais poderosos, aproveitando o apelo popular de escolas de samba,por exemplo, e também o apoio, direto e indireto, de padrinhos políticos. Traficantes, políticos, dirigentes de futebol, todo mundo que quis tirar uma casquinha da fé do povo tirou.

Há muito jogo no Brasil e pouquíssimos vencedores. Seja na Tele Sena, no bilhar; seja no videobingo ou na loteria esportiva ou então nas raspadinhas, cada aposta mexe com otimismo cego, tão pulsante na cultura dos brasileiros.

Um vício elegante e caricato para os ricos, que faz do hábito de dispensar notas apenas um motivo para sacar outras da carteira. Uma ruína para os pobres, sujeitos a participar da indústria do ridículo para melhorar de vida. Escrevo isso no momento que Silvio Santos, na TV, pergunta para a platéia ‘’quem quer dinheiro?’’.

As caravanas femininas, em oníssono, gritam pelo aviãozinho de dinheiro.

Michell Niero é brasileiro e idealizador da Revista O Patifúndio. Ele escreve todas às segundas-feiras no blog Descobri a Pólvora!

Viva a zanfona!

Emerson Santiago | Emerson Santiago, Galiza, História, Música, linguística | Quinta-feira, 26 Junho 2008

Saiba máis sobre este instrumento musical de máis 1000 anos de idade

TÔ NEN AÍ (hoje em galego)

Meu obxetivo será tratar de lusofonia sem abordar asuntos relacionados a Brasil ou Portugal. Será que consigo?

A ideia orixinal por detrás deste artigo surxiu de unha curiosidade miña. Sou fascinado polo trobadorismo galego-portugués; na escola era o período literario que máis me cativou. Porém, em lugar algún, até mesmo aquí na internet é dificil encontrar a resposta a unha pregunta moito simples e por demáis óbvia: sendo os trobadores músicos, (eu tamém sou músico, toco viola caipira e guitarra elétrica) que instrumentos musiciais estes utilizaban?.

Pois bem, despois de moita pesquisa, comprendi cos trobadores utilizaban xeralmente catro a cinco instrumentos, saber: a viola (algo parecido con a viola braguesa, hoxe ainda existente en Portugal), o rabel (rabeca), a gaita (gaita-de-foles), o laúde (alaúde) e a zanfona.

Como todos os outros instrumentos estan relacionados a culturas diversas ou co Portugal (miña missão aquí é falar de qualquer outras culturas lusófonas, excepto Brasil o Portugal, certo?), e devida a extrema orixinalidade do instrumento e seu relativo descoñecimento, achei que merecia un artigo contando sua historia.

A zanfona surgiu lá polo século X onde hoxe é a actual Galiza. Un dos primeiros formatos era a de unha grande guitarra, coñecida como organistrum. Era tocada por duas pessoas, unha tanxia a manivela e a outra operaba as chaves no braço do instrumento. Era deveras complexo, e acreditase que as melodias tocadas eran sempre lentas (a catedral de Santiago de Compostela (Portico da Gloria) traz a figura de dois músicos tocando un organistrum).

Logo surgiu o formato definitivo, destinado a um músico apenas, e moitos dos trobadores medievais utilizaban a zanfona. Tanto é assim co instrumento viaxou con esses músicos intinerantes a diversos países da Europa, onde foi incorporado a música tradicional local. Na França recebeu o nome de ”vielle à roue” (violino de roda); no Reino Unido, recebeu o nome de ”hurdy-gurdy” (onomatopea, alegadamente referente o son estridente do instrumento, que non agradaba os naturais ingleses); na Hungria é tamém parte da música tradicional, co nome de ”tekerolant”.

O seu funcionamento é deveras simples apesar da aparencia complexa. Un disco de madeira tanxido pola manivela do instrumento percorre as cordas igual co arco do violino, e as notas son producidas por chaves que presionan as mesmas cordas apoiadas no braço.

O instrumento desfrutou de certo prestigio en toda Europa até o fin do Renacemento. Despois, entrou en declinio, sendo asociado a mendigos e traballadores rurais. Na Galiza aconteceu o mesmo, principalmente despois da unificaçon coa España, até desaparecer por completo. O único instrumento de corda da música tradicional galega seria apenas unha memória durante séculos, até que no entrado do século XX Perfecto Feijoo resucitou o instrumento, tornandoo popular novamente em terras galegas. Aliás, é de Perfecto Feijoo (con o grupo coral Aires da Terra, de sua criação) a primeira gravaçon en disco de música galega, en 1904, tocando a mesma zanfona.

Vexa tamém:

Sitio con detalles de construción da zanfona

http://vielleroue.free.fr/

Video de construción dunha zanfona (con son da mesma tocando ao fundo):

Emerson Santiago é brasileiro, advogado, professor de inglês e é um apaixonado pelas culturas lusófonas. Ele escreve todas às quintas-feiras no do blog Descobri a Pólvora!

Moçambique: arqueologia musical

Emerson Santiago | Emerson Santiago, Moçambique, Música, TO NEM AÍ | Quinta-feira, 05 Junho 2008

TÔ NEM AÍ, por Emerson Santiago 

Tratar de lusofonia sem abordar assuntos relacionados a Brasil ou Portugal. Será que consigo? 

Dos países de língua portuguesa, Moçambique é aquele com a maior herança musical registrada. Saiba por quê

O ano é 1930. Os efeitos da quebra da bolsa de Nova Iorque logo ecoariam em todo globo, trazendo uma década inteira de retração econômica. Num cenário assim, você, caro leitor, deve achar improvável haver uma mente sã desejando investir na acanhada, pachorrenta e subdesenvolvida colônia portuguesa de Moçambique. E, pior, num setor secundário como o do entretenimento, em particular o do mercado musical. Pois não é que havia gente disposta a isso?

Apesar da incrível e notória musicalidade de todos os povos do continente africano, não encontro até hoje uma só alma que creia que na Moçambique dessa época haviam artistas gravando e vendendo discos com uma facilidade impressionante até para países do chamado “primeiro mundo”. E mais, a produção musical moçambicana foi de tal maneira diversa e extensiva que temos o privilégio de dispor, hoje, da cultura musical deste país em sua totalidade, desde as mais tradicionais peças folclóricas até os sucessos populares das décadas passadas, coisa que definitivamente não aconteceu com Brasil ou Portugal.

Dos territórios de língua portuguesa, Moçambique foi o quarto a ter gravações regulares de artistas locais, sendo o primeiro Portugal (1900), seguido de Brasil (1902) e Goa (1910).

Para quem tem menos de 30 anos é importante fazer um parênteses. Vivíamos a época dos fonógrafos, aqueles enormes, caros e pesados aparelhos que davam a opção ao consumidor de ouvir música quando esta não era disponível ao vivo. Os menores aparelhos eram do tamanho de dois ou três CPUs de computadores e os maiores eram embutidos em móveis de madeira de lei trabalhada, coisa fina, do tamanho de dois ou três fogões atuais. Na compra desses trambolhos, o cliente recebia dois ou três discos de graça para ouvir no brinquedo novo.

Os discos eram os velhos e pesados 78 rotações, resistentes como a casca de um ovo. Armazenavam cerca de 3 minutos de música em cada face. O rádio era uma novidade ainda maior. Funcionava como hoje funciona a TV a cabo nos lares modernos, onde você paga para assistir canais de TV; não haviam comerciais, tampouco patrocinadores ainda.

É nesse cenário improvável que teremos as primeiras gravações de música moçambicana. A responsável pela empreitada é uma velha conhecida dos brasileiros: a gravadora Odeon. Alemã de nascimento, já naquela altura, devido à quebra da bolsa de 29, juntou-se às suas concorrentes diretas (Columbia, Pathé, Gramophone Company e outras empresas menores) e formou a EMI (sigla de Indústrias Elétricas e Musicais, em inglês), trabalhando porém, com relativa independência operacional. Não entenda-se com isso que não havia comércio musical antes. O que acontecia era que o mercado era exclusivamente direcionado a estrangeiros.

Havia música indiana,portuguesa e árabe disponível em disco. Faltava o repertório local. Como em praticamente todos os outros ramos da economia moçambicana da época, os portugueses entregaram de bandeja o comércio musical na mão dessa multinacional recém formada, a EMI. Não haviam gravadoras, nem engenheiros de som, nem técnicos,
nem agentes portugueses. Os responsáveis pela difusão musical de Moçambique são os ingleses e alemães, que vinham numa crescente, expandindo e explorando novos mercados. Foi uma simples questão de avançar mais e mais pela costa oriental da África já que os mercados de Quênia e Tanzânia haviam se mostrado verdadeiras minas de ouro.

As primeiras gravações foram realizadas em Lourenço Marques (nome colonial de Maputo, a capital) e em Beira. Lá, uma variedade imensa de artistas locais fizeram gravações, em especial grupos de marimba, corais, solos de mbira (piano de polegar), guitarristas, entre outros. Infelizmente, ao mesmo tempo em que os povos africanos são ávidos consumidores de música, também descartam sua memória com imensa facilidade. Encontrar maiores dados, detalhes e fotos desses artistas pioneiros é uma missão praticamente impossível.

Paul Vernon, um dedicado estudioso desta nascedoura indústria musical reporta um registro de um funcionário de uma concorrente da época, relatando as atividades da rival Odeon em Moçambique. Registra esse funcionário que a companhia atendia a demandas cada vez mais crescentes dos revendedores em território moçambicano, demonstrando o imenso sucesso das gravações com artistas locais. Reporta ainda que o poder aquisitivo dos moçambicanos da época andava em alta, pois muitos trabalhavam nas minas de ouro de Joanesburgo, na vizinha África do Sul, e com seu salário consumiam a música recém introduzida em disco em grande quantidade.

Após a hegemonia inicial da Odeon, quem iria dominar o cenário musical do país nas décadas de 40 e 50 seriam os sul-africanos, em especial Eric Gallo, por meio de selos como Gallotone, Jive, Singer, e mais outras empresas menores, como a Tropik, Hit, Troubadour.

É importante ainda notar que essas primeiras gravações coincidiram com um período interessantíssimo da música de todo o continente africano, o chamado “hibridismo”, ou seja, a gradual assimilação pelos povos africanos de ritmos, noções e instrumentos musicais vindos da Europa e América. De instrumentos musicais, destaco a incorporação da bateria, do piano e do violão. O violão, por exemplo, tem papel importante na música africana no século XX. Este incorporou uma linguagem completamente nova nas mãos do negro africano das mais remotas localidades. Há ainda hoje literalmente centenas de estilos diferentes de toques de violão e guitarra em toda a África. Em Moçambique desde sempre os guitarristas da etnia changane são os mais conhecidos. Cito como exemplo Pedro Matabela, Aurélio Kowano, Filipe Sithole e Feliciano Gomes, todos ativos nas décadas de 40 e 50, deixando um sólido repertório gravado.

Aliás, é destes mesmos guitarristas changane o cultivo da “marrabenta”, tida por muitos como um ritmo moçambicano nacional, como o samba no Brasil. Tal confusão surgiu dentro da comunidade portuguesa residente na então Lourenço Marques. Na verdade, a marrabenta é o nome do toque particular destes mesmos guitarristas.

Fora os instrumentos, os africanos tomaram gradual consciência (via discos e rádio) da imensa herança africana criada nas Américas. Deu-se então a fusão de ritmos locais africanos com o jazz, o choro, o samba, a rumba, o mambo, o blues, a salsa, o merengue. Os moçambicanos foram também realizando esse processo de incorporação, conscientemente ou não, em sua música, tendo como influências principais os ritmos brasileiros e norte-americanos.

Para terminar, é importante salientar um detalhe que foge ao olhar do expectador estrangeiro. Não espere encontrar música moçambicana popular composta em português. A música moçambicana foi amplamente documentada, e praticamente todo idioma de importância primária ou secundária teve alguma gravação logo de início. Desde o suaíle no extremo norte ao ronga, no sul, todas as línguas estão devidamente representadas. Mas ainda estou por descobrir algum antigo artista que tenha gravado alguma canção em língua portuguesa, apesar dos nomes dos artistas serem muitas vezes bem lusitanos.

Para ouvir: CD “Forgotten Guitars from Mozambique” - selo Sharp Wood - traz gravações de guitarristas moçambicanos de fins da década de 50.

Emerson Santiago é brasileiro, advogado e professor de inglês. Lusófono declarado, ele é o mais novo colaborador do blog Descobri a Pólvora! e da Revista O Patifúndio.

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